Se procuraste por “melhores proteínas para aumentar massa muscular”, provavelmente já reparaste que existem dezenas de opções no mercado.
Whey concentrada, isolada, hidrolisada, caseína, proteína de carne, proteína vegetal…
E todas prometem exatamente a mesma coisa: ajudar-te a ganhar mais músculo.
O problema? É que nem todas as proteínas são igualmente eficazes para o aumento de massa muscular.
Pior que isso: a maioria das pessoas compra proteína pelos motivos errados.
E acaba por ser enganada por marketings milagrosos com promessas falsas, vendendo-te ingredientes inúteis, blends proprietárias que não trazem benefício…
30 por uma linha, really.
A realidade é que a proteína é um suplemento extremamente útil, mas não faz milagres.
E é relativamente fácil de investir na proteína errada, se não sabes o que procurar.
Não obstante, a proteína continua a ser um dos suplementos mais úteis que podes comprar.
Porque te ajuda a atingir facilmente a quantidade de proteína de que precisas.
Com uma elevadíssima qualidade.
E sem teres de cozinhar mais uma refeição ou andar constantemente com caixas de comida atrás.
Neste guia vais aprender:
- Como escolher a melhor proteína para os teus objetivos.
- As diferenças entre whey concentrada, isolada, hidrolisada, caseína e proteínas vegetais.
- Se vale a pena pagar mais por determinadas proteínas.
- Quando deves tomar proteína (e quando isso é irrelevante).
- Como evitar desperdiçar dinheiro em marketing disfarçado de ciência.
- E, acima de tudo, como perceber qual é realmente a melhor opção para ti.
No final deste artigo vais conseguir escolher uma proteína eficaz, com confiança.
E, mais importante do que isso, vais perceber qual a melhor proteína para ti face ao teu contexto, objetivos e orçamento.
O que é a proteína e porque é tão importante para ganhar massa muscular?
Quando a conversa é hipertrofia ou crescimento muscular, há sempre o conselho chapa-5: “Tens de comer mais proteína.”
Embora nem tudo se resuma a isso… para MUITOS praticantes de musculação: essa recomendação faz todo o sentido.
A proteína é o principal nutriente responsável pela construção, reparação e manutenção do tecido muscular.
Aliás: o próprio processo de crescimento muscular (hipertrofia) é, literalmente, a adição de proteínas ao tecido muscular.
Tanto que, o objetivo do treino de hipertrofia é estimular a síntese proteica muscular.
Para que, durante a recuperação do treino, possas crescer e tornar o teu músculo mais forte.
Agora, para isso acontecer, precisa de matéria-prima.
E essa matéria-prima são os aminoácidos presentes nas proteínas que comes.
Sem proteína suficiente, o teu corpo simplesmente não consegue maximizar esse processo.
Mas atenção: isso não significa que quanto mais proteína comeres, mais músculo vais ganhar.
Já lá vamos.
Como a proteína ajuda a construir músculo
Quando fazes um treino de musculação, a maioria da construção muscular não é feita DURANTE o treino. Aliás: durante o treino existe mais degradação/destruição muscular (catabolismo proteico) por consequência do exercício em si.
Na realidade, durante o treino de hipertrofia, o que estás a fazer é “enviar um sinal” ao teu corpo de que precisa de se adaptar àquele estímulo. Àquela sobrecarga.
A verdadeira magia do crescimento muscular? Acontece depois do treino.
Síntese proteica muscular explicada de forma simples
Sem entrar em demasiados termos científicos, quero explicar-te a síntese proteica muscular (anabolismo) para que consigas perceber melhor o que acontece antes de investires nas melhores proteínas para aumentar a massa muscular.
Imagina que o teu músculo é uma casa.
O treino funciona como uma obra de renovação.
Durante essa obra, algumas paredes são demolidas e outras precisam de ser reforçadas.
Depois entra a equipa de construção.
Os aminoácidos provenientes da proteína são os tijolos utilizados para reconstruir essa casa.
Esse processo chama-se síntese proteica muscular.
É o mecanismo através do qual o organismo utiliza os aminoácidos para reparar as fibras musculares danificadas e construir novo tecido muscular.
Sempre que a síntese proteica supera a degradação muscular ao longo do tempo, o resultado é ganho de massa muscular.
(Anabolismo proteico > catabolismo proteico)
Por outro lado, se não houver proteína suficiente disponível: o corpo continua a reparar aquilo que consegue… mas o potencial de crescimento fica limitado.
Não tens recursos para atender à reconstrução dessas paredes.
E, por vezes, acabas mesmo por destruir outras paredes para ter recursos para reconstruir as do treino.
Isto é:
Se não tiveres proteína suficiente (recursos): não tens como construir novo tecido muscular.
Tanto que, nalguns casos, se treinares e não deres proteína suficiente para atender ao estímulo induzido pelo treino:
- Ou não cresces desse treino (por mais intenso que seja)
- Ou acabas por degradar massa muscular para libertar proteínas para recuperar os músculos que estimulaste nesse treino.
Nenhum deles é o que procuras.
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O papel dos aminoácidos essenciais
As proteínas são constituídas por pequenas unidades chamadas aminoácidos.
Existem 20 aminoácidos principais.
Destes, 9 são considerados aminoácidos essenciais.
Chamam-se “essenciais” porque o teu organismo não consegue produzi-los sozinho.
Logo: têm obrigatoriamente de ser obtidos através da alimentação.
Dentro destes 9 existe um que recebe muita atenção na investigação científica: a leucina.
A leucina funciona quase como um interruptor.
Quando ingeres proteína suficiente e forneces leucina em quantidade adequada: esse “interruptor” ajuda a ativar a síntese proteica muscular.
É uma das razões pelas quais proteínas de elevada qualidade, como a whey, ovos, carne, peixe ou laticínios, costumam ser particularmente eficazes para estimular este processo.
Porque treinar sem proteína suficiente limita os resultados
Imagina 2 pessoas que seguem exatamente o mesmo plano de treino.
Treinam com a mesma intensidade.
Dormem o mesmo número de horas.
Fazem tudo igual – um contexto idêntico para hipertrofia.
A única diferença é esta:
- A primeira consome proteína suficiente.
- A segunda consome muito menos do que necessita.
Quem terá melhores resultados de hipertrofia? A primeira.
Porque o treino cria o estímulo.
Mas é a alimentação que fornece os recursos necessários para responder a esse estímulo.
Sem proteína suficiente, continuas a poder ganhar algum músculo, principalmente se fores iniciante.
No entanto, esse processo tende a ser menos eficiente.
É como tentares construir uma casa quando todos os dias faltam tijolos.
Mais cedo ou mais tarde, a construção abranda.
É precisamente por isso que garantir uma ingestão adequada de proteína continua a ser uma das recomendações mais consistentes na literatura científica para quem pretende maximizar o crescimento muscular.
Quanto músculo consegues realmente ganhar?
Esta é provavelmente uma das maiores fontes de frustração para quem começa a treinar.
As redes sociais fazem parecer que basta comprar uma whey, treinar durante 2 meses e ganhar 8 ou 10 kg de músculo.
A realidade é bem diferente:
O crescimento muscular é um processo relativamente lento.
Mesmo quando fazes tudo bem.
Para a maioria das pessoas naturais, uma boa evolução pode significar ganhar apenas algumas centenas de gramas de músculo por mês.
Especialmente à medida que os anos de treino aumentam e te tornas mais experiente (lê: músculos mais desenvolvidos face ao teu baseline).
Por isso é que os iniciantes tendem a evoluir mais depressa.
Mas quem já treina há vários anos normalmente progride muito mais lentamente.
Porque mais proteína não significa automaticamente mais músculo:
Agora… aqui está um dos maiores mitos do fitness.
Se 120 gramas de proteína são boas… então 250 gramas devem ser ainda melhores.
Certo? Não.
Depois de atingires a quantidade diária de proteína que otimiza o crescimento muscular (falaremos disso mais à frente): consumir mais proteína dificilmente irá traduzir-se em mais massa muscular.
Isto porque o teu corpo não pega automaticamente no excesso de proteína e transforma-o em músculo.
Para construíres músculo também precisas de:
- um treino que estimule esse crescimento;
- energia suficiente proveniente da alimentação;
- tempo para recuperar.
Se algum destes fatores falhar, aumentar ainda mais a proteína não resolve o problema.
Até porque, em indivíduos naturais, o grande limitante da quantidade de músculo que consegues crescer por dia raramente é a quantidade de proteína ingerida.
É, sim, a tua capacidade de sintetizar proteínas musculares. Que é algo muito mais determinado pela tua genética… e testosterona.
É por isso que, quando há a utilização de esteroides anabolizantes, o ganho de massa muscular é EXPONENCIALMENTE mais rápido. Porque a taxa de síntese proteica muscular aumenta em % absurdas.
Quanta proteína precisas realmente por dia?
Antes de escolheres a melhor proteína do mercado em Portugal, há uma pergunta muito mais importante para responder.
Porque podes comprar a melhor whey do mercado…
Mas se, no final do dia, estiveres muito abaixo da quantidade de proteína de que precisas, vais limitar os teus resultados.
Por outro lado, também não faz sentido investires numa proteína se já estás a atingir a tua proteína diária pela alimentação, de qualidade.
Ora, na prática: existe um intervalo que parece otimizar o crescimento muscular para a maioria das pessoas.
E é muito mais simples do que parece.
A recomendação baseada na ciência
Ao longo dos últimos anos foram publicados dezenas de estudos sobre este tema.
Hoje existe um consenso bastante sólido.
Para a maioria das pessoas que treinam musculação com o objetivo de ganhar massa muscular, a ingestão diária ideal situa-se aproximadamente entre:
- 1,6 e 2,2 gramas de proteína por quilograma de peso corporal por dia.
Este intervalo permite maximizar a síntese proteica muscular na grande maioria das pessoas saudáveis.
Por exemplo:
| Peso corporal | Proteína por dia (1,6–2,2 g/kg) |
| 60 kg | 96–132 g |
| 70 kg | 112–154 g |
| 80 kg | 128–176 g |
| 90 kg | 144–198 g |
| 100 kg | 160–220 g |
Isto não significa que consumir menos impeça totalmente o crescimento muscular.
Nem que consumir mais produza automaticamente melhores resultados.
Significa apenas que, dentro deste intervalo, é onde a maioria das pessoas parece obter o maior benefício.
Na prática, gosto de simplificar ainda mais.
Se treinas musculação de forma consistente, aponta para cerca de 2 g/kg de peso corporal por dia.
Há algumas nuances: mas vamos já a isso. Se quiseres simplificar: 2g de proteína por kg de peso corporal é o número “simples”.
Quanta proteína por kg de peso corporal
Uma dúvida muito comum é: “faço as contas com o meu peso atual ou com o peso que quero ter?”
Na maioria dos casos, utiliza o teu peso corporal atual. Estejas a ganhar ou a perder peso.
No entanto, existe uma exceção importante.
Se tens obesidade ou um excesso de gordura corporal muito elevado, calcular a proteína com base no peso atual pode resultar em valores desnecessariamente altos.
Nesses casos, faz normalmente mais sentido utilizar:
- o peso objetivo;
- um peso ajustado;
- ou a massa isenta de gordura, quando essa informação está disponível.
Para a maioria das pessoas que lê este artigo, isso nem sequer será uma preocupação.
Basta multiplicares o teu peso corporal por cerca de 2.
Por exemplo:
- 65 kg → cerca de 130 g
- 75 kg → cerca de 150 g
- 85 kg → cerca de 170 g
É uma conta rápida. E funciona muito bem.
Precisas de comer proteína em TODAS as refeições?
Não obrigatoriamente.
O que mais influencia o crescimento muscular continua a ser a quantidade total de proteína consumida ao longo do dia.
Se atingires essa quantidade diária, já estás a fazer a maior parte do trabalho.
Dito isto…
Distribuir essa proteína por várias refeições parece trazer uma pequena vantagem relativamente a concentrar tudo numa ou duas refeições muito grandes.
Porquê?
Porque cada refeição rica em proteína estimula temporariamente a síntese proteica muscular.
Ao distribuíres a proteína ao longo do dia, consegues criar vários desses estímulos.
Na prática, uma boa estratégia costuma ser fazer entre 3 e 5 refeições, espaçadas 3 a 5 horas entre si, que contenham uma boa fonte de proteína e leucina.
Por exemplo:
- pequeno-almoço;
- almoço;
- lanche;
- jantar;
- ceia (se fizer sentido para ti).
Não porque exista um horário mágico.
Mas porque é uma forma simples de atingir a proteína diária sem precisares de comer quantidades enormes de uma só vez.
E permite-te estimular a síntese proteica muscular pela alimentação mais vezes ao longo do dia.
Existe um limite de proteína por refeição? – O mito das 30 gramas de proteína
“O corpo só consegue absorver 30 a 40 gramas de proteína de cada vez.”
Apresento-te um dos maiores mitos da nutrição desportiva.
Esta ideia surgiu porque alguns estudos observaram que cerca de 20 a 30 gramas de proteína de elevada qualidade eram suficientes para maximizar a síntese proteica muscular em determinadas condições experimentais.
Com o tempo…
Essa conclusão foi sendo simplificada até aparecer a ideia errada de que tudo o que ultrapassasse os 30 gramas seria “desperdiçado”.
Não é verdade.
O teu organismo continua perfeitamente capaz de digerir e absorver praticamente toda a proteína que ingeres.
A diferença é outra.
Após uma determinada quantidade (geralmente 0.3g de proteína/kg de peso corporal/refeição): aumentar ainda mais a proteína nessa refeição tende a produzir um benefício cada vez menor na estimulação da síntese proteica muscular.
Mas isso não significa que o resto seja desperdiçado.
Esses aminoácidos podem ser utilizados para muitas outras funções importantes do organismo, como:
- produção de enzimas;
- hormonas;
- sistema imunitário;
- renovação de tecidos;
- ou simplesmente contribuir para a ingestão total diária de proteína.
Além disso: refeições maiores demoram mais tempo a ser digeridas, libertando aminoácidos para a corrente sanguínea durante várias horas.
É por isso que hoje sabemos que refeições com 40 ou até mais gramas de proteína podem continuar a ser extremamente úteis, sobretudo em pessoas maiores.
Ou após treinos muito exigentes, quando vais ficar muito tempo sem comer após essa refeição ou quando existem menos refeições ao longo do dia (e tens de comer mais de cada vez para atingir a proteína diária total)
No final do dia, a prioridade continua a ser esta:
- Atingir a proteína diária.
- Distribuí-la por 4 a 5 refeições sempre que possível.
- Não ficar obcecado com números como “30 gramas”.
É possível ganhar massa muscular apenas com treino e alimentação?
Sim. E para a maioria das pessoas, essa deve ser sempre a primeira opção.
Se conseguires atingir as tuas necessidades diárias de proteína através de alimentos como:
- carne;
- peixe;
- ovos;
- laticínios;
- leguminosas;
- tofu;
- ou outras fontes proteicas;
…não existe qualquer obrigação de tomar proteína em pó.
O teu corpo não distingue se os aminoácidos vieram de um peito de frango ou de um scoop de whey.
O que lhe interessa é que esses aminoácidos estejam disponíveis.
Aliás, os alimentos completos até oferecem algumas vantagens.
Além da proteína, fornecem também vitaminas, minerais, fibra (em alguns casos) e outros nutrientes importantes para a saúde.
É por isso que costumo dizer aos meus alunos:
A comida deve ser sempre a base da tua alimentação.
Os suplementos servem para complementar.
Nunca para substituir uma boa alimentação.
Que cliché, Francisco.
Quando a suplementação com proteína faz sentido
Se é possível ganhar músculo apenas com comida (e treino), porque é que tanta gente toma whey?
Porque nem sempre o problema é saber o que fazer.
Muitas vezes, o problema é conseguir fazê-lo todos os dias, especialmente naqueles dias mais caóticos ou imprevisíveis.
É aqui que suplementos de proteína em pó faz realmente a diferença.
Pode ser uma excelente ferramenta se:
- tens dificuldade em atingir a proteína diária;
- trabalhas muitas horas e tens pouco tempo para cozinhar;
- precisas de uma refeição rápida depois do treino;
- viajas frequentemente;
- tens pouco apetite;
- ou simplesmente procuras uma solução prática para aumentar a ingestão de proteína.
Por exemplo.
Imagina que faltam cerca de 30 gramas de proteína para chegares ao teu objetivo diário.
Podes:
- cozinhar mais uma refeição;
- preparar ovos;
- grelhar frango;
- ou simplesmente misturar um scoop de whey com água e resolver o problema em menos de um minuto.
Nenhuma destas opções é superior por si só.
Mas quando forem 23h, estás exausto(a) para dormir e te está a faltar proteína…
Ou quando tens de sair à pressa para o trabalho e não tens tempo para te sentar a comer…
Um batido é estupidamente rápido e prático. E pode ser altamente delicioso.
Quando NÃO precisas de whey ou suplementos de proteína
Naturalmente: há também situações em que comprar proteína em pó não faz sentido.
#1 | Se já atinges facilmente a tua proteína diária através da alimentação;
Seria literalmente suplementar com algo que não te falta. E não te vai acrescentar nada.
#2 | Se gostas de cozinhar e tens tempo para preparar e comer as refeições;
Estás a perder os restantes nutrientes da comida que te vão ajudar no teu crescimento muscular e saúde.
Eu próprio tenho períodos do ano onde não toco em suplementos de proteína – simplesmente porque tenho tempo para cozinhar e comer “comida a sério”.
#3 | Se não tens dificuldade em consumir alimentos ricos em proteína;
(Ponto 2, acima)
#4 | Ou estás a comprar whey porque acreditas que ela faz crescer músculo mais depressa.
Sorry: estás a cair numa das estratégias de marketing mais antigas da indústria dos suplementos.
A whey não ativa nenhum mecanismo especial de crescimento muscular.
Não contém ingredientes “anabólicos”.
Não acelera os teus resultados.
É apenas uma forma extremamente prática de consumir proteína.
Se hoje deixasses de tomar whey mas continuasses a consumir exatamente a mesma quantidade de proteína através da alimentação…
Os teus resultados seriam praticamente iguais.
É precisamente por isso que a whey é um suplemento. Não um requisito.
As vantagens da proteína em pó
Depois de tudo isto, pode parecer que estou a tentar convencer-te a não comprar whey.
Na realidade, sim. Porque, pessoalmente, vejo que a maioria das pessoas não precisa de whey.
Agora, atenção: há imensos casos onde sou um grande defensor da proteína em pó.
Mas pelos motivos certos. Porque as vantagens dos suplementos de proteína são sobretudo práticas – não de “eficácia”
Conveniência
Preparar um batido demora menos de um minuto.
Quando comparado com cozinhar uma refeição completa, a diferença é enorme.
Facilidade para atingir a proteína diária
Há dias em que simplesmente não apetece comer mais frango, atum ou ovos.
Um batido resolve facilmente esse problema.
Portabilidade
Podes levar proteína contigo para:
- o trabalho;
- o ginásio;
- férias;
- viagens (até no carro para o trabalho);
- ou qualquer outro lugar.
Basta juntares água quando precisares.
Boa relação qualidade-preço
Dependendo da marca e da promoção, muitas proteínas acabam por fornecer proteína de elevada qualidade a um custo bastante competitivo quando comparadas com algumas fontes alimentares.
Baixo teor calórico
Para quem pretende ganhar músculo mantendo um bom controlo das calorias, a whey permite aumentar significativamente a proteína sem adicionar grandes quantidades de gordura ou hidratos de carbono.
Como escolher uma boa proteína?
Saber escolher uma boa proteína não exige um doutoramento em bioquímica.
Mas também não deve resumir-se a:
“Esta embalagem parece brutal e tem um atleta gigante na frente.”
A indústria dos suplementos sabe que a maioria das pessoas não lê rótulos. Por isso, é fácil vender uma proteína mediana através de um nome sofisticado, uma embalagem bonita e meia dúzia de expressões como:
- fórmula anabólica;
- matriz proteica avançada;
- absorção ultra-rápida;
- tecnologia premium;
- crescimento muscular máximo.
Tudo muito bonito.
Mas aquilo que realmente interessa está na tabela nutricional e na lista de ingredientes.
Um bom suplemento de proteína deve cumprir uma função simples:
Fornecer uma quantidade elevada de proteína de qualidade, de forma prática, digerível e a um preço justificável.
Não precisa de conter quinze ingredientes.
Não precisa de prometer “ganhos extremos”.
E não precisa de ser a opção mais cara da prateleira.
Na maioria dos casos:
- Uma whey concentrada de qualidade será suficiente para quem tolera bem a lactose.
- Uma whey isolada poderá fazer mais sentido para quem procura menos lactose, gordura e hidratos de carbono.
- O resto depende sobretudo das tuas necessidades, preferências alimentares… e orçamento.
Por isso, quando procurares pelas melhores proteínas para aumentar a massa muscular, analisa estes pontos.
O que analisar no rótulo de um suplemento de proteína
Primeiro: não olhes apenas para os valores “por dose”.
As marcas podem definir doses maiores ou menores para tornar os números mais apelativos.
Uma embalagem pode indicar 25 gramas de proteína por dose, mas utilizar um scoop de 40 gramas.
Outra pode oferecer 24 gramas de proteína num scoop de apenas 30 gramas.
À primeira vista, parecem semelhantes. Mas não são.
Sempre que possível, compara os produtos por:
- 100 gramas;
- quantidade de proteína por 100g;
- lista de ingredientes;
- número de doses por embalagem;
- preço por grama de proteína.
Percentagem de proteína
A primeira coisa que deves verificar é quanto do produto é realmente proteína.
A conta é simples: Proteína por dose ÷ peso da dose × 100
Por exemplo:
Se um scoop de 30 gramas fornece 24 gramas de proteína:
24 ÷ 30 × 100 = 80% de proteína
Esta percentagem ajuda-te a perceber quanto daquilo que estás a comprar corresponde efetivamente ao nutriente que procuras.
Como referência geral:
- Uma whey concentrada costuma apresentar aproximadamente 70 a 80% de proteína;
- Uma whey isolada tende a apresentar 80 a 90% ou mais;
- Proteínas com muitos sabores, recheios, espessantes ou ingredientes adicionais podem apresentar uma percentagem inferior.
Isto não significa que uma proteína com 76% seja automaticamente má.
Alguns sabores podem reduzir ligeiramente a percentagem de proteína devido à adição de cacau, aromas ou outros ingredientes.
Também não significa que uma proteína com 90% seja obrigatoriamente a melhor escolha para ti.
Se custa muito mais e toleras perfeitamente uma whey concentrada, podes estar a pagar bastante por uma diferença prática mínima.
A percentagem de proteína deve ser analisada em conjunto com o preço, a digestibilidade e a qualidade dos ingredientes.
Perfil de aminoácidos
A qualidade de uma proteína não depende apenas da quantidade total.
Depende também dos aminoácidos que fornece.
Para estimular devidamente a síntese proteica muscular, uma proteína deve conter todos os aminoácidos essenciais em quantidades adequadas.
As proteínas animais, como:
- whey;
- caseína;
- ovo;
- carne;
- peixe;
- laticínios;
tendem a apresentar naturalmente um perfil completo de aminoácidos essenciais.
No caso das proteínas vegetais, algumas fontes podem apresentar quantidades mais baixas de determinados aminoácidos.
Por exemplo:
- proteína de arroz tende a ser mais limitada em lisina;
- proteína de ervilha tende a ser mais limitada em metionina.
Agora: isto não torna estas proteínas vegetais inúteis.
Significa apenas que pode ser necessário combinar fontes de proteínas vegetais diferentes, como ervilha e arroz, para criar um perfil de aminoácidos mais completo.
Uma alimentação vegetal variada e uma ingestão proteica adequada também conseguem compensar estas diferenças ao longo do dia.
Cuidado com o amino spiking
Existe ainda uma prática conhecida como amino spiking.
Acontece quando uma marca adiciona aminoácidos mais baratos, como glicina ou taurina, para aumentar artificialmente o valor de “proteína” medido no produto.
Como alguns testes estimam a proteína através do teor de nitrogénio, esta adição pode fazer parecer que o produto contém mais proteína completa do que realmente contém.
Alguns sinais de alerta são:
- glicina, taurina ou outros aminoácidos baratos no início da lista de ingredientes;
- um perfil de aminoácidos estranho ou incompleto;
- um preço demasiado baixo para a quantidade de proteína anunciada;
- pouca transparência por parte da marca.
Adicionar aminoácidos não é automaticamente um problema.
O problema é quando são utilizados para substituir proteína completa e criar a ilusão de um produto superior.
Quantidade de leucina
Como vimos há pouco: a leucina é um dos aminoácidos essenciais mais importantes para estimular a síntese proteica muscular.
Funciona como parte do sinal que informa o organismo de que existem aminoácidos disponíveis para iniciar a construção de novas proteínas musculares.
Em termos gerais, uma refeição costuma beneficiar de fornecer aproximadamente 2 a 3 gramas de leucina, embora a quantidade ideal dependa de fatores como:
- tamanho corporal;
- idade;
- quantidade total de proteína;
- qualidade da fonte proteica;
- composição da refeição.
Uma dose de 20 a 30 gramas de whey de qualidade costuma fornecer leucina suficiente para estimular fortemente a síntese proteica muscular.
Daí a whey ser tão popular, porque tem:
- elevada quantidade de aminoácidos essenciais;
- bastante leucina (e quantidade suficiente “por dose”);
- boa digestibilidade;
- rápida disponibilidade dos aminoácidos.
Ainda assim, não precisas de escolher uma proteína apenas porque é “rica em leucina”. Na verdade: a maioria dos suplementos proteicos já deveriam ser.
Se estás a comprar whey de qualidade e a dose fornece uma quantidade adequada de proteína, é suposto receberes leucina suficiente.
Adicionar leucina extra a uma proteína já rica neste aminoácido tende a oferecer pouco benefício.
Novamente: mais ingredientes não significa automaticamente mais resultados.
Digestibilidade
Agora, nem tudo é macros e proteína.
Se uma proteína te deixar:
- inchado(a);
- com gases;
- com cólicas;
- com diarreia;
- ou a arrepender-te das tuas decisões na casa de banho.
Não é uma boa opção para ti.
Por isso, prestemos atenção aos fatores que podem influenciar a digestibilidade como:
- quantidade de lactose;
- tipo de proteína;
- adoçantes utilizados;
- espessantes;
- tamanho da dose;
- quantidade de líquido;
Se tens alguma intolerância à lactose, uma whey concentrada pode causar desconforto.
Nesse caso, podes testar:
- whey isolada;
- proteína sem lactose;
- proteína de ovo ou carne;
- proteína vegetal;
- doses mais pequenas.
- Proteínas com enzimas digestivas (ex: lactase).
Também é importante não culpar imediatamente a whey.
Por vezes, o problema é beber um batido enorme com leite, aveia, manteiga de amendoim, fruta e cinquenta outros ingredientes.
Açúcares e gordura
Uma proteína em pó não precisa de ser completamente isenta de açúcar ou gordura para ser considerada boa.
Numa whey concentrada, é normal existir alguma quantidade de:
- lactose;
- hidratos de carbono;
- gordura.
Isso faz parte do próprio processo de produção e não transforma automaticamente o produto numa má escolha. Aliás: é o que permite mantê-la a um preço acessível.
Aqui, o que deves avaliar é se os valores são compatíveis com aquilo que procuras.
Se o teu objetivo é apenas aumentar a proteína diária, uma dose que forneça:
- 20 a 25 gramas de proteína;
- < 3g gordura;
- < 6g hidratos de carbono;
será adequada para a maioria das pessoas.
Se um produto apresenta 15 gramas de proteína, mas também contém quantidades similares de açúcar e gordura… estás mais perto de um gainer ou substituto de refeição do que de um suplemento de proteína em si.
Ingredientes desnecessários
Primeiro (leva esta para todas as tuas interpretações de tabelas nutricionais): a lista de ingredientes é apresentada por ordem decrescente.
Ou seja, o primeiro ingrediente é aquele que existe em maior quantidade.
Idealmente, numa proteína simples, os primeiros ingredientes devem ser a própria fonte proteica, por exemplo:
- concentrado de proteína de soro de leite;
- isolado de proteína de soro de leite;
- caseína micelar;
- proteína de ervilha;
- proteína de arroz.
Depois, é normal encontrar pequenas quantidades de:
- aromas;
- cacau;
- adoçantes;
- emulsificantes;
- espessantes.
Estes ingredientes servem sobretudo para melhorar o sabor, a textura e a solubilidade.
A questão surge quando a lista parece mais um laboratório de marketing do que uma proteína.
Tem cuidado com fórmulas cheias de:
- açúcares adicionados;
- óleos;
- maltodextrina;
- aminoácidos baratos;
- “blends” sem quantidades declaradas;
- creatina em doses desconhecidas;
- enzimas ou ingredientes especiais utilizados apenas para justificar um preço superior.
Uma proteína também não se torna melhor só porque contém creatina, vitaminas ou enzimas digestivas.
Na maioria dos casos, será preferível comprares os suplementos separadamente.
Assim sabes:
- quanto estás a tomar;
- se precisas realmente;
- e quanto estás a pagar por cada ingrediente.
Os diferentes tipos de proteína: qual é a melhor?
Quando entras numa loja de suplementos, parece que existem vinte tipos de proteína completamente diferentes.
Na prática, a maior parte das opções serve o mesmo objetivo: ajudar-te a atingir a tua ingestão diária de proteína.
As diferenças existem.
Mas são muito menos dramáticas do que o marketing faz parecer.
Vamos analisar as principais opções:
Whey concentrada
A whey concentrada é provavelmente a proteína em pó mais utilizada.
É produzida a partir do soro do leite e passa por um processo de filtração que remove parte da água, gordura e lactose.
Normalmente, apresenta cerca de 70 a 80% de proteína.
Embora este valor varie consoante a marca e o sabor.
Vantagens da proteína whey
A principal vantagem da whey concentrada é a relação entre:
- qualidade;
- sabor;
- digestibilidade;
- preço.
Fornece todos os aminoácidos essenciais e uma quantidade elevada de leucina, tornando-se uma excelente opção para estimular a síntese proteica muscular.
Também costuma apresentar uma textura mais cremosa e um sabor melhor do que opções mais filtradas.
Além disso, é normalmente a whey mais barata.
Para a maioria das pessoas, isto torna-a na escolha mais lógica.
Desvantagens
Por ser menos filtrada, contém normalmente mais:
- lactose;
- gordura;
- hidratos de carbono.
As diferenças não são enormes, mas podem ser relevantes para pessoas com alguma intolerância à lactose ou maior sensibilidade digestiva.
Também apresenta uma percentagem de proteína ligeiramente inferior à whey isolada.
Mas, na maioria dos casos, é preciso estar a fazer uma dieta muito precária para precisar de whey isolada -vs- concentrada pela proteína ou kcal.
Para quem faz sentido
A whey concentrada faz sentido para:
- a maioria das pessoas que treina musculação;
- quem tolera bem laticínios;
- quem procura a melhor relação qualidade-preço;
- quem quer aumentar facilmente a proteína diária;
- quem não precisa de reduzir ao mínimo a lactose, gordura ou hidratos.
Para a maioria dos leitores deste artigo, esta será provavelmente a melhor escolha.
Isto porque faz tudo aquilo de que precisas sem cobrares um premium por diferenças mínimas.
Whey isolada
A whey isolada passa por um processo de filtração adicional comparativamente à proteína whey concentrada.
Isso permite remover uma maior quantidade de hidratos de carbono (lactose incluída) e gorduras.
Logo, tem maior % de proteína e menos kcal por 100g -vs- whey concentrada.
- lactose;
- gordura;
- hidratos de carbono.
Como resultado, apresenta normalmente uma percentagem de proteína superior à whey concentrada.
No entanto, é importante colocar estas diferenças em perspetiva.
Em muitos casos, a diferença entre uma dose de whey concentrada e isolada pode resumir-se a:
- mais 1 ou 2 gramas de proteína;
- menos 1 ou 2 gramas de hidratos de carbono;
- menos 1 grama de gordura;
- e algumas calorias a menos.
Isto pode ser útil. Mas dificilmente vai transformar os teus resultados.
Para quem é indicada a whey isolada?
A whey isolada pode ser uma melhor opção para:
- pessoas com sensibilidade à lactose;
- quem sente desconforto digestivo com whey concentrada;
- atletas que precisam de controlar calorias e macronutrientes ao detalhe;
- pessoas que procuram uma proteína com menor teor de gordura e hidratos;
- quem está disposto a pagar mais pela maior pureza do produto.
Para todos os outros, a whey concentrada continua a cumprir perfeitamente a sua função.
Whey concentrada ou isolada: qual deves escolher?
Se existe uma dúvida que recebo constantemente, é esta: “Vale a pena pagar mais por uma whey isolada?”
A resposta curta é: depende.
A resposta completa é: Para a maioria das pessoas, provavelmente não.
A whey isolada não faz crescer mais músculo.
Não acelera a recuperação.
E não queima gordura.
A grande diferença está na composição do produto, não nos resultados que vais obter.
Vamos comparar os dois tipos de whey lado a lado.
| Característica | Whey Concentrada | Whey Isolada |
| Proteína | 70–80% | 80–90%+ |
| Lactose | Moderada | Muito reduzida |
| Gordura | Baixa | Muito baixa |
| Hidratos de carbono | Baixos | Muito baixos |
| Digestão | Boa | Excelente para pessoas sensíveis |
| Preço | Mais acessível | Mais cara |
| Sabor | Geralmente mais cremoso | Geralmente mais leve |
À primeira vista, pode parecer que a isolada ganha em tudo.
Mas será que essas diferenças justificam o preço?
Na maioria das situações, não.
Vamos analisar ponto por ponto.
Proteína
A whey isolada apresenta uma percentagem de proteína superior.
Enquanto uma whey concentrada costuma rondar os 70 a 80% de proteína, uma whey isolada pode ultrapassar facilmente os 85 ou 90%.
Na prática, isso significa que uma dose pode fornecer:
- Whey concentrada → cerca de 23 a 25 g de proteína.
- Whey isolada → cerca de 25 a 27 g de proteína.
A diferença existe.
Mas estamos normalmente a falar de apenas 2 ou 3 gramas de proteína por dose.
Não é isso que vai determinar se ganhas ou não massa muscular, especialmente se a tua dieta é minimamente organizada.
Acaba por ser um gasto desnecessário num boost tão ligeiro que nem traz qualquer diferença no teu físico
Lactose
É aqui que encontramos a maior diferença entre os dois produtos.
Durante o processo de fabrico, a whey isolada sofre uma filtração adicional que remove grande parte da lactose.
Por isso, costuma ser muito melhor tolerada por pessoas com:
- intolerância à lactose;
- maior sensibilidade digestiva;
- desconforto após consumir whey concentrada.
Se nunca tiveste qualquer problema digestivo com uma whey concentrada, esta vantagem provavelmente não te traz qualquer benefício.
Mas se cada batido vier acompanhado de inchaço, gases ou desconforto intestinal, a whey isolada pode justificar perfeitamente o investimento.
Digestão
É frequente ouvir dizer que a whey isolada “é absorvida muito mais depressa”.
Tecnicamente, existe alguma diferença.
Mas é muito pouco relevante para quem apenas quer ganhar massa muscular.
A whey concentrada já é uma proteína naturalmente rápida.
Não existe evidência de que a pequena diferença de velocidade de absorção entre uma whey concentrada e isolada se traduza em mais crescimento muscular quando a ingestão diária de proteína é semelhante.
A verdadeira vantagem da whey isolada está na digestibilidade.
Por conter menos lactose e menos gordura, algumas pessoas simplesmente sentem-se melhor ao consumi-la.
Se és uma dessas pessoas, ótimo.
Caso contrário, não estás a perder gainz por continuares com uma concentrada.
Preço
É aqui que a whey concentrada se destaca – e muito!
Dependendo da marca, uma whey isolada pode custar 20 a 50% mais do que uma whey concentrada.
E essa diferença de preço compra sobretudo:
- menos lactose;
- menos gordura;
- menos hidratos;
- maior percentagem de proteína.
Não compra:
- mais crescimento muscular;
- mais força;
- mais hipertrofia;
- mais recuperação
- mais definição ou queima de gordura
Por isso, pergunta-te isto antes de escolher a tua proteína:
Estou a pagar 20 a 50% mais por algo que REALMENTE preciso… ou por uma diferença que não vou notar?
Se toleras perfeitamente uma whey concentrada, esse dinheiro pode ser mais bem utilizado noutras áreas da tua jornada fitness.
Especialmente num acompanhamento online completo – para que tenhas um treino e estratégia nutricional verdadeiramente feitas para ti, para a forma como o teu corpo responde e para a tua agenda.
Whey hidrolisada
A seguir, na categoria dos tipos de proteína whey, temos a hidrolisada que passa por processo adicional chamado hidrólise.
Durante este processo, parte das proteínas é dividida em cadeias mais pequenas de aminoácidos, chamadas péptidos.
Isto serve para facilitar a digestão e acelerar a absorção.
E embora, costume ser apresentado como se fosse uma tecnologia de laboratório ou uma proteína super-avançada-e-eficaz, capaz de transformar o teu físico…
A realidade dos suplementos de proteína hidrolisada é bastante menos entusiasmante.
Na prática, a whey hidrolisada pode ser:
- digerida mais rapidamente;
- absorvida ligeiramente mais depressa;
- melhor tolerada por algumas pessoas;
- E até ser útil em contextos clínicos específicos.
Só que… a whey convencional já é naturalmente uma proteína de digestão relativamente rápida.
Por isso, acelerar ainda mais este processo oferece pouco benefício para a maioria das pessoas.
Não existe uma urgência metabólica para fazer chegar aminoácidos ao músculo trinta segundos mais cedo.
Existe vantagem de usar uma whey hidrolisada?
Para a maioria das pessoas, não existe uma vantagem prática suficientemente relevante para justificar o preço superior.
Pode fazer sentido em casos muito específicos:
- pessoas com grandes dificuldades digestivas;
- atletas com vários treinos diários (ou necessidade de intra-treino);
- contextos de recuperação muito exigentes;
- situações clínicas acompanhadas por um profissional.
Para alguém que treina 3, 4 ou 5 vezes por semana, num cenário “normal” e que queira definir ou ganhar massa muscular, um suplemento de proteína whey hidrolisada dificilmente será necessário.
Além disso, a whey hidrolisada tende a ter um sabor mais amargo devido à quebra parcial das proteínas.
Ou seja: podes acabar a pagar mais por uma proteína que sabe pior e não produz melhores resultados.
Negócio fantástico.
Para a marca.
Caseína
A caseína é a principal proteína presente no leite.
Ao contrário da whey, que tende a ser digerida rapidamente, a caseína forma uma espécie de gel no estômago e é digerida de forma mais lenta.
Isto permite uma libertação mais prolongada de aminoácidos para a corrente sanguínea.
Porque a caseína é diferente da whey
A whey é normalmente associada a:
- digestão rápida;
- aumento rápido dos aminoácidos no sangue (hiperaminoacidemia);
- forte e rápido estímulo da síntese proteica muscular.
Já a caseína está mais associada a:
- digestão lenta;
- libertação prolongada de aminoácidos;
- maior saciedade;
- redução da degradação proteica durante períodos prolongados sem comer.
Na prática: não é uma questão de whey ser melhor que caseína.
São apenas diferentes.
A whey pode ser mais conveniente quando procuras um batido leve e rápido.
A caseína pode ser útil quando queres algo mais espesso, saciante e demorado a digerir. Geralmente quando vais ficar mais tempo sem comer a seguir.
Faz sentido caseína antes de dormir?
Sim, pode fazer sentido. Mas não é obrigatório.
Consumir proteína antes de dormir pode ajudar-te a:
- aumentar a proteína diária;
- fornecer aminoácidos durante a noite;
- evitar ir para a cama com fome;
- melhorar a distribuição da proteína ao longo do dia.
Aliás: suplementos de caseína são particularmente populares neste horário por ser uma proteína digerida lentamente.
No entanto, não precisas obrigatoriamente de tomar caseína.
Também podes consumir:
- queijo quark;
- skyr;
- iogurte grego;
- leite;
- queijo fresco batido;
- ovos;
- ou outra fonte proteica.
Até porque o benefício da caseína pré-sono, num contexto de proteína total diária equalizada, é irrelevante em praticantes naturais.
O teu músculo não desaparece enquanto dormes.
Mitos sobre a caseína
“A caseína evita completamente o catabolismo noturno”
Não. Na verdade: o teu organismo está constantemente a construir e degradar proteínas.
Ou seja: estás constantemente em anabolismo e catabolismo – turnover proteico.
Embora suplementos de caseína possam fornecer aminoácidos durante mais tempo, não criam uma barreira mágica contra o catabolismo.
“Tens obrigatoriamente de tomar caseína antes de dormir”
Também não.
A proteína diária continua a ser muito mais importante do que o tipo específico de proteína consumida antes de dormir.
“A caseína é inferior porque é absorvida lentamente”
Falso: absorção mais lenta não significa pior absorção.
Significa apenas que os aminoácidos são disponibilizados durante um período mais longo.
O que pode ser benéfico se vais demorar mais do que 5 horas até à próxima refeição proteica.
“Caseína causa inflamação”
Não existe fundamento científico que comprove que a caseína provoca inflamação em todos os indivíduos saudáveis.
Sim, pode causar problemas em pessoas com alergia à proteína do leite ou dificuldade em tolerar determinados laticínios. Tal como a whey.
Mas não significa que seja obrigatoriamente inflamatória para todos.
Proteína de ovo: Albumina
A proteína de ovo, ou albumina, é normalmente produzida a partir da clara de ovo desidratada.
É uma proteína completa, com todos os aminoácidos essenciais e boa digestibilidade.
Aliás: antes de a whey se tornar tão popular, a proteína de ovo era uma das principais referências na suplementação proteica.
A albumina é uma ótima proteína com:
- perfil completo de aminoácidos;
- boa qualidade proteica;
- sem lactose;
- teor reduzido de gordura;
- digestão de velocidade intermédia (mais lenta que whey, mais rápida que caseína);
Por isso, é uma excelente proteína de elevado valor biológico adequada para quem não tolera proteínas lácteas e/ou para quem prefere evitar lacticínios / derivados do leite.
Quando a albumina pode ser uma boa alternativa de suplemento proteico:
A proteína de ovo pode fazer sentido se:
- És intolerante à lactose, whey ou caseína
- és alérgico às proteínas do leite;
- não queres consumir proteínas vegetais;
- procuras uma proteína completa de origem animal.
No entanto, a albumina acaba por ter:
- preço mais elevado;
- menor variedade de sabores;
- textura menos agradável;
- cheiro característico;
- menor disponibilidade.
E em algumas pessoas, também pode causar mais gases ou desconforto digestivo.
Mais uma vez, as melhores proteínas para aumentar a massa muscular dependem da tua tolerância individual.
Proteína de carne
A proteína de carne tem-se tornado cada vez mais ppular como alternativa à whey.
É muitas vezes comercializada com imagens de bifes, músculos e palavras como:
- beef isolate;
- hydrolyzed beef protein;
- carnivore protein;
- anabolic beef formula.
O que faz com que pareça uma espécie de bife em pó.
Agora… será que suplementos de proteína de carne valem a pena?
Na prática: suplementos de proteína de carne podem fornecer proteína de elevado valor biológico e serem uma boa alternativa para quem não tolera laticínios.
No entanto, é importante analisar a origem da proteína.
Alguns produtos não são produzidos exclusivamente a partir do tecido muscular da carne.
Podem utilizar colagénio, gelatina ou outras partes animais, que apresentam um perfil de aminoácidos inferior para o crescimento muscular.
Por exemplo, o colagénio é rico em aminoácidos como:
- glicina;
- prolina;
- hidroxiprolina.
Mas apresenta quantidades reduzidas de alguns aminoácidos essenciais e de leucina.
Por isso, não é uma proteína ideal para maximizar a síntese proteica muscular.
Se uma proteína de carne utiliza uma elevada proporção de colagénio, pode apresentar uma quantidade total de proteína elevada no rótulo e, ainda assim, ser inferior a uma whey, proteína de ovo ou mistura vegetal bem formulada.
Por isso, antes de comprares um suplemento de proteína de carne, analisa:
Analisa:
- a fonte proteica;
- o perfil de aminoácidos;
- a quantidade de leucina;
- os ingredientes;
- a transparência da marca;
- a percentagem de proteína;
- o preço (por dose e por grama de proteína)
Isto porque um suplemento de proteína de carne bem construído pode ser uma boa opção.
Mas não oferece uma vantagem especial para hipertrofia ou ganho de massa muscular.
E se for maioritariamente baseada em colagénio, pode ser claramente inferior a outras alternativas.
Então, quais são os melhores tipos de proteínas para aumentar a massa muscular?
Para a maioria das pessoas:
- Whey concentrada: melhor relação qualidade-preço.
- Whey isolada: melhor para quem tem sensibilidade à lactose ou quer maior pureza.
- Whey hidrolisada: geralmente desnecessária.
- Caseína: útil para saciedade e refeições mais prolongadas.
- Proteína de ovo: boa alternativa sem lactose.
- Proteína de carne: depende muito da qualidade e composição do produto. Geralmente não recomendo.
Não existe uma proteína universalmente superior. Existe, sim, a proteína que melhor se adapta a:
- a tua alimentação;
- a tua digestão;
- as tuas preferências;
- o teu objetivo;
- e o teu orçamento.
Sinceramente: se um suplemento de whey concentrada te permite atingir a proteína diária sem desconforto, não precisas de complicar.
Suplementos de proteínas vegetais
Contrariamente aos anos 2010’s, os suplementos de proteínas vegetais deixaram de ser um produto apenas para vegans.
Hoje são utilizadas por pessoas que:
- não consomem produtos de origem animal;
- têm alergia às proteínas do leite;
- digerem mal whey ou caseína;
- querem variar as suas fontes proteicas;
- ou simplesmente preferem uma alternativa vegetal.
Mas levanta-se a grande dúvida:
Será que suplementos de proteínas vegetais conseguem apoiar o crescimento muscular tão bem como a whey?
Sim. Mas existem algumas diferenças importantes.
Muitas proteínas vegetais apresentam:
- menor digestibilidade;
- menor quantidade de leucina;
- menor proporção de aminoácidos essenciais;
Isso não significa que não funcionem.
Significa que a escolha da fonte, a quantidade consumida e a combinação entre diferentes proteínas podem ter mais importância.
Vamos dissecá-los um a um.
Proteína de soja
A proteína de soja é uma das opções de proteínas vegetais mais estudadas e utilizadas.
Apresenta todos os aminoácidos essenciais e uma digestibilidade elevada quando comparada com muitas outras fontes vegetais.
Por esse motivo, é considerada uma proteína “completa”.
Também fornece uma quantidade razoável de leucina, embora normalmente inferior à whey para a mesma quantidade de proteína.
Vantagens dos suplementos de proteína de soja
Suplementos de proteína de soja oferecem:
- todos os aminoácidos essenciais;
- boa digestibilidade;
- quantidade relevante de leucina;
- ausência de lactose;
- preço geralmente competitivo;
- evidência sólida no apoio ao crescimento muscular.
Por isso, quando a ingestão total de proteína é adequada, pode ser uma opção perfeitamente válida para aumentar massa muscular.
Mas… há os eternos mitos associados à soja… especialmente:
A soja reduz a testosterona?
Este é provavelmente o maior mito associado à soja.
Isto porque a soja contém isoflavonas – compostos vegetais classificados como fitoestrogénios.
A palavra “estrogénio” foi suficiente para criar a ideia de que consumir soja:
- reduz a testosterona;
- aumenta o estrogénio;
- provoca ginecomastia;
- ou feminiza os homens.
Mas, na prática: não é isso que a evidência mostra nas quantidades habitualmente consumidas.
O consumo normal de alimentos ou proteína de soja não parece reduzir significativamente a testosterona nem prejudicar o crescimento muscular nos homens.
Existem casos isolados associados a consumos completamente absurdos de produtos de soja.
Mas utilizar esses casos para afirmar que uma dose de proteína de soja vai destruir as tuas hormonas é o equivalente nutricional a dizer que a água é perigosa porque alguém bebeu dez litros de uma vez.
Só para perceberes a quantidade absurda de soja que precisarias de consumir para que fosse “problemática”.
Agora… nem tudo é um mar-de-rosas nos suplementos de proteína de soja. Nomeadamente:
- sabor e textura que algumas pessoas não apreciam (atesto a isto pessoalmente!)
- menor quantidade de leucina do que a whey;
- possíveis dificuldades digestivas em algumas pessoas;
- alergia à soja;
Ainda assim, os suplementos de proteína de soja são uma das melhores opções de proteínas vegetais utilizadas isoladamente.
Suplementos de Proteína de ervilha
A proteína de ervilha é geralmente produzida a partir de ervilha amarela.
Tornou-se uma das alternativas vegetais mais populares porque:
- não contém lactose;
- não contém soja;
- é relativamente fácil de digerir;
- apresenta um teor elevado de proteína;
- fornece uma boa quantidade de aminoácidos de cadeia ramificada.
É especialmente rica em lisina.
No entanto, apresenta uma quantidade mais baixa de metionina, um aminoácido essencial.
Isto significa que o perfil de aminoácidos dos suplementos de proteína de ervilha não tende a ser tão equilibrado como o da whey ou da soja.
Os suplementos de proteína de ervilha podem ser uma boa escolha para:
- vegans e vegetarianos;
- pessoas com intolerância à lactose ou soja;
- pessoas alérgicas às proteínas do leite;
- quem procura uma proteína vegetal relativamente digerível.
Comparativamente à maioria dos outros suplementos de proteína vegetal, os suplementos de proteína de ervilha tendem a ter uma textura mais cremosa.
Por outro lado, as desvantagens das proteínas de ervilha são:
- menor teor de metionina;
- menos leucina do que a whey (o que pode requerer uma dose total de proteína por refeição mais alta para atingir o limiar de leucina)
- sabor vegetal característico;
- textura que pode parecer mais espessa ou arenosa;
- necessidade potencial de uma dose ligeiramente superior.
Ainda assim: suplementos de proteína de ervilha podem apoiar perfeitamente o crescimento muscular quando consumidos numa quantidade adequada.
Lê: Quantidades de proteína por refeição mais altas que permitam aumentar as quantidades de leucina e metionina.
Mas… também há mais soluções para estas “falhas” nos perfis de aminoácidos das proteínas vegetais.
Por exemplo, combinando a proteína de ervilha com proteína de arroz:
Suplementos de Proteína de Arroz
Os suplementos de proteína de arroz são normalmente produzidos a partir de arroz integral.
Também não contém lactose e são geralmente bem tolerados por pessoas com várias sensibilidades alimentares.
Embora a proteína de arroz apresente uma quantidade razoável de metionina, é relativamente baixa em lisina.
Ou seja, tem praticamente a limitação oposta à proteína de ervilha.
- A ervilha é mais rica em lisina, mas mais baixa em metionina.
- O arroz é mais rico em metionina, mas mais baixo em lisina.
É precisamente por isso que estas duas proteínas aparecem frequentemente combinadas.
Os suplementos de proteína de arroz podem ser úteis para:
- vegans e vegetarianos;
- pessoas com alergia ao leite ou à soja;
- quem procura uma opção relativamente hipoalergénica;
- quem tem dificuldade em digerir outras proteínas;
- complementar outra fonte vegetal (ex: proteína de ervilha)
Contudo, por si só, a suplementação com proteína de arroz em isolado apresenta:
- menor quantidade de lisina;
- perfil de aminoácidos menos equilibrado;
- menor teor de leucina do que a whey;
- textura frequentemente mais arenosa;
- sabor menos neutro.
Sim, proteína de arroz pode contribuir para a ingestão proteica diária.
Mas tende a fazer mais sentido quando combinada com outra fonte de proteína vegetal.
Suplementos de proteínas vegetais misturadas
Os suplementos de proteínas vegetais “misturadas” combinam duas ou mais fontes de proteína para melhorar o perfil de aminoácidos.
Uma das combinações de proteínas vegetais mais comuns, como falámos, é:
Proteína de ervilha + proteína de arroz
Esta mistura funciona bem porque as limitações das duas fontes se complementam.
A ervilha ajuda a compensar a menor quantidade de lisina do arroz.
O arroz ajuda a compensar a menor quantidade de metionina da ervilha.
Mas há outras misturas de proteínas vegetais pertinentes, incluindo fontes como:
- soja;
- cânhamo;
- fava;
- abóbora;
- girassol;
- quinoa;
- batata.
Agora… uma lista maior de proteínas vegetais não significa automaticamente um suplemento de proteínas vegetais melhor ou mais eficaz a estimular o crescimento muscular.
Isto porque não é uma questão de juntar a maior diversidade de tipos de proteína. Mas, sim, construir uma refeição proteica que forneça:
- todos os aminoácidos essenciais;
- quantidade suficiente de leucina;
- boa digestibilidade;
- uma dose relevante de proteína.
- E um sabor tolerável, já agora
O que procurar num suplemento de proteína vegetal
Idealmente, os melhores suplementos de proteína vegetais para aumentar a massa muscular são um produto que:
- combine fontes de proteína vegetais complementares;
- forneça cerca de 20 a 30 gramas de proteína por dose;
- Pelo menos 2g de Leucina por dose.
- apresente o perfil de aminoácidos – e completo;
- tenha uma percentagem elevada de proteína por 100g de produto;
- não esconda as quantidades numa mistura proprietária;
- não utilize aminoácidos baratos para inflacionar o teor proteico;
- Toleres bem: na digestão e no paladar.
Aqui, por vezes, uma dose ligeiramente superior pode ser vantajosa para compensar a menor digestibilidade e o menor teor de leucina.
Por exemplo, em vez de 25 gramas de proteína, pode fazer sentido consumir cerca de 30 a 35 gramas de uma proteína vegetal.
Não porque a proteína vegetal seja inútil.
Mas porque podes precisar de um pouco mais para obter uma quantidade semelhante de aminoácidos essenciais e leucina.
As proteínas vegetais funcionam tão bem como a whey?
Esta pergunta precisa de contexto.
A whey apresenta algumas vantagens naturais:
- maior digestibilidade;
- mais leucina por grama;
- maior proporção de aminoácidos essenciais;
- forte capacidade para estimular a síntese proteica muscular;
- necessidade de uma dose menor para obter o mesmo estímulo.
Por isso, quando comparas exatamente a mesma dose, a whey pode estimular a síntese proteica muscular de forma mais robusta.
Mas isso não significa que produza obrigatoriamente mais crescimento muscular a longo prazo.
Quando:
- a proteína total diária é suficiente;
- a dose da proteína vegetal é ajustada;
- são utilizadas fontes completas ou complementares;
- o treino é adequado;
- as calorias são suficientes;
As diferenças nos resultados proteínas vegetais -vs- whey podem tornar-se pequenas ou até irrelevantes.
Ou seja:
Uma proteína vegetal bem escolhida e consumida em quantidade adequada pode apoiar o crescimento muscular de forma semelhante à whey.
Qual é o melhor tipo de suplemento de proteína vegetal?
Para a maioria das pessoas:
- Soja: uma das opções vegetais mais completas e estudadas.
- Ervilha: boa alternativa sem leite nem soja, sobretudo quando combinada com arroz.
- Arroz: útil em misturas e para pessoas com várias sensibilidades alimentares.
- Mistura de ervilha e arroz: provavelmente uma das escolhas mais equilibradas para quem pretende evitar soja.
A meu ver: um mix das 3 é a opção ideal.
Especialmente se apresentar um perfil de aminoácidos completo e a quantidade de leucina necessária.
Agora que já sabes a lógica por trás das melhores proteínas para aumentar massa muscular – trago-te exemplos concretos do que comprar.
As melhores proteínas para aumento de massa muscular (Ranking 2026)
Para elaborar este ranking dos melhores suplementos de proteína para aumentar a massa muscular, tive em consideração 5 fatores principais.
#1 | Qualidade da proteína
O primeiro critério foi a qualidade da fonte proteica.
Foi dada prioridade a proteínas que fornecem:
- todos os aminoácidos essenciais;
- elevado valor biológico;
- boa quantidade de leucina;
- evidência científica sólida.
#2 | Perfil nutricional
Também foi avaliado:
- percentagem de proteína;
- quantidade de proteína por dose;
- teor de hidratos de carbono;
- teor de gordura;
- teor de lactose.
Uma proteína não precisa de ser “100% pura”.
Mas deve apresentar uma composição coerente com aquilo que promete.
#3 | Digestibilidade
Uma proteína excelente no papel deixa de ser excelente se te provoca:
- inchaço;
- gases;
- desconforto intestinal;
- ou simplesmente não a consegues consumir todos os dias.
A digestibilidade e a tolerância individual tiveram igualmente peso nesta avaliação.
#4 | Relação qualidade/preço
Nem sempre a proteína mais cara é a melhor.
Foi valorizada a quantidade de proteína realmente obtida por cada euro gasto.
O objetivo é recomendar produtos que ofereçam o melhor equilíbrio entre qualidade e custo.
#5 | Transparência
Por último, foi considerada a transparência da informação apresentada.
Foram privilegiados produtos que indicam claramente:
- a fonte proteica;
- a composição nutricional;
- os ingredientes;
- e o perfil do produto.
Quanto menos marketing e mais informação objetiva existir, melhor.
Qual é a melhor proteína para cada objetivo?
Depois de conheceres os diferentes tipos de suplementos de proteína em pó, está na altura de decidir que proteína comprar para crescimento muscular.
Como viste, até agora: a melhor proteína para aumentar a massa muscular depende menos da proteína e mais da tua situação.
Para tornar a escolha mais simples, deixo-te as recomendações que faria utilizando exemplos da gama da Prozis disponível em 2026. (Prozis)
Melhor proteína para iniciantes
Se estás a começar a treinar hipertrofia: não compliques.
Não precisas de hidrolisadas, fórmulas premium ou proteínas “ultimate”.
Precisas de uma proteína que:
- tenha boa qualidade;
- seja fácil de beber;
- tenha um preço razoável;
- e te ajude a criar consistência.
A minha sugestão: 100% Real Whey Protein
É uma whey concentrada simples, completa e, para a maioria das pessoas, faz exatamente aquilo que deve fazer: ajudar-te a atingir a proteína diária.
Tem uma excelente relação qualidade/preço.
Boa quantidade de proteína por dose.
Perfil completo de aminoácidos e quantidade de leucina.
E é mais económica do que uma isolada.
Tudo o que é preciso para um suplemento de proteína para iniciantes: eficácia e simplicidade.
Melhor proteína para ganhar massa muscular
É quando procuras pelas melhores proteínas para aumentar a massa muscular que és bombardeado(a) com promessas fantasticamente anabólicas… de publicidades enganosas.
Só que, na verdade, a melhor proteína para ganhar massa muscular é aquela que te permite:
- Atingir o total de proteína diária, de forma consistente
- Com a qualidade da proteína (perfil de aminoácidos) suficiente para estimular a síntese proteica
- E obter estas refeições proteicas, de alta qualidade, a cada 3 a 5 horas – para maximizar o timing da proteína.
E isso? Consegues apenas com a alimentação – e com os MESMOS tipos de resultados do que terias a tomar o melhor suplemento de proteína do mercado.
Por isso, mais do que procurar algum ingrediente ou fórmula “super anabólica”, que não existe, vou recomendar-te: a 100% Real Whey Protein
Sim: a mesma resposta. Para não te tirar o foco do que interessa – que não é o “tipo” de proteína.
Mas sim:
- Qualidade do treino;
- Calorias e proteína diária;
- SONO e recuperação
- Consistência nisto tudo.
Não do facto de a proteína ser isolada ou hidrolisada. Ou de ter creatina adicionada.
E por mais que ganhe mais € se te vendesse uma proteína mais cara: se conseguires cumprir as tuas necessidades proteicas com uma whey concentrada, não vais ganhar mais músculo por trocares para uma opção três vezes mais cara.
Por isso: se não tens nenhuma restrição: vai por uma whey concentrada, saborosa, que digiras bem e com a melhor relação qualidade-preço. Para mim: isso é a 100% Real Whey Protein.
Melhor proteína para perda de peso / durante uma dieta de definição
Aqui… vou-me dividir – aviso-te já.
Quando estás em défice calórico, normalmente procuras:
- muita proteína;
- poucas calorias;
- pouca gordura;
- poucos hidratos.
E é aqui que a whey isolada (ou até mesmo hidrolisada) ganharia vantagem.
Por isso, recomendar-te-ia a 100% Real Whey Isolate, que oferece:
- maior percentagem de proteína (90%);
- menos lactose (para a maioria: nem vais sentir a presença);
- menos gordura;
- menos hidratos;
- menos calorias por dose.
E não te recomendo a hidrolisada porque a subida de preço não vai justificar as 5-6kcal que vais poupar por dose.
Agora… dentro dessa mesma linha de pensamento:
O “salto” de preço entre uma proteína concentrada (de qualidade) e uma isolada – é significativo.
Mas a diferença nas calorias: nem por isso, a meu ver.
Aliás: se a diferença de calorias entre uma proteína concentrada e isolada é importante na tua dieta para definir ou perder peso – provavelmente estás a fazer algo muito mal nessa dieta.
A não ser que estejas numa fase final de preparação para fisiculturismo.
Por isso, na maioria dos casos, a melhor proteína para perda de peso seria a 100% Real Whey Protein.
Agora, se queres investir significativamente mais € por grama de proteína, para uma diferença reduzidíssima nas kcal: a 100% Whey Hydro Isolate seria a melhor solução.
Melhor proteína isolada
Prozis 100% Real Whey Isolate
Para quem procura uma proteína mais filtrada, esta é provavelmente a melhor opção da gama.
Pontos fortes
✔ Percentagem de proteína superior.
✔ Muito pouca lactose.
✔ Menor quantidade de gordura.
✔ Menor quantidade de hidratos.
✔ Excelente digestibilidade para pessoas sensíveis.
Ponto menos positivo: o preço.
Para quem tolera perfeitamente uma whey concentrada, dificilmente justifica a diferença de preço.
Melhor proteína para intolerantes à lactose
Tolero muita coisa… mas lactose não é uma delas.
Por isso: sei bem a tua dor 😅
Se és intolerante à lactose, a prioridade na procura das melhores proteínas para aumentar a massa muscular deixa de ser o preço.
Passa a ser conseguires beber a proteína sem passares a tarde inteira arrependido(a).
Por isso, aqui sugiro 2 opções:
#1 – A mais segura – Whey Protein com enzimas digestivas (lactase):
Aqui, optamos por uma proteína whey com lactase – a enzima que digere a lactose por ti, para que não tenhas esse problema.
É a opção que uso pessoalmente.
Nestes casos: recomendo-te a Supreme Whey Protein.
Ou
#2 – Se toleras bem doses baixíssimas de lactose: a 100% Real Whey Isolate (que tem menos lactose por dose, quase negligenciável)
Comparando preços, na minha opinião, iria pela Supreme Whey Protein. O preço por grama de proteína é mais competitivo e a qualidade da proteína é exímia também.
E não tens de te preocupar com a lactose.
Atenção: nalgumas pessoas, o desconforto gastrointestinal pode estar relacionado com adoçantes ou outros ingredientes e não apenas com a lactose. Ou até mesmo com a proteína do leite – onde, aí, não faz sentido optar por proteínas whey, mesmo que tenham lactase.
Melhor proteína vegan
Graças a Deus (ou à indústria da suplementação), hoje em dia já existem proteínas vegetais bastante melhores do que há alguns anos.
Seja em termos de sabor e textura (que há uns anos eram intragáveis)
Seja em termos de qualidade e perfil de aminoácidos.
Ainda assim, continuo a dar preferência às misturas vegetais em vez de proteínas de uma única fonte.
Por isso, a minha escolha é a Supreme 100% Vegan Protein – uma mistura de proteínas vegetais que tem o perfil de aminoácidos completo para estimulares a hipertrofia muscular.
Quando falamos dos melhores suplementos de proteína vegan, falamos de produtos que combinem:
- ervilha;
- arroz;
- e outras proteínas complementares (ex: soja) ou BCAA’s.
E a Supreme 100% Vegan Protein é exatamente isso: uma proteína de ervilha e arroz com BCAA’s adicionados para melhorar o perfil de aminoácidos.
Relembro-te que é importante complementar as fontes de proteínas vegetais se queres utilizar suplementos de proteína vegan ou veganos para crescimento muscular.
Melhor proteína barata / para quem tem pouco orçamento
Se tens um orçamento limitado, há uma pergunta que deves fazer antes de olhar para o preço da embalagem: Quanto estás realmente a pagar por cada grama de proteína?
Uma proteína mais barata pode conter:
- menos proteína;
- mais enchimentos / fillers;
- menos doses úteis.
E uma proteína aparentemente mais cara pode acabar por compensar.
Ainda assim, dentro da gama da Prozis, a minha escolha seria a 100% Real Whey Protein
Porque continua a oferecer, na maioria das situações:
- excelente qualidade;
- proteína completa;
- bom perfil de aminoácidos;
- preço mais acessível do que as isoladas e hidrolisadas.
Se o orçamento for realmente muito apertado, outra estratégia inteligente pode ser simplesmente:
- comprar menos proteína em pó;
- utilizar apenas quando for necessário;
- e obter o restante da proteína através da alimentação – nomeadamente através de Leite Proteico (seja de marca branca, seja de marca – especialmente em promoção).
Quando deves tomar proteína?
“Se não beberes o batido nos primeiros 30 minutos depois do treino, perdeste os ganhos do treino.”
É uma ideia tão repetida que muitas pessoas acabam o último exercício e correm diretamente para o balneário para tomar o batido, como se os músculos começassem imediatamente a desaparecer.
Mas não é bem assim.
O teu corpo não funciona com um cronómetro que dispara exatamente meia hora depois de acabares o treino.
Na maioria das pessoas, aquilo que mais influencia o crescimento muscular continua a ser:
- A quantidade total de proteína consumida ao longo do dia.
- A distribuição dessa proteína pelas refeições.
Sim: o timing da proteína pode fazer alguma diferença. Mas se fizeres uma boa distribuição das refeições ao longo do dia (com pelo menos 3 a 5 refeições proteicas, espaçadas 3 a 5 horas entre si): estás fantástico.
Independentemente disso, vamos ver os momentos mais comuns para tomar proteína:
Tomar proteína antes do treino
Consumir proteína antes do treino pode ser uma excelente estratégia.
Se fizeres uma refeição rica em proteína cerca de 1 a 3 horas antes, os aminoácidos continuarão disponíveis durante o treino e nas horas seguintes.
Isto é importante porque a síntese proteica muscular é iniciada ASSIM que fazes a tua primeira série do treino estimulante (working set).
Por isso: queres garantir que há proteína disponível DURANTE o treino para poderes corresponder já à recuperação e crescimento muscular.
E para não teres de esperar pela digestão da refeição pós-treino.
Por isso, sim: tomar proteína 1 a 3h antes do treino é importantíssimo.
Mas, sinceramente: entre tomar um batido de proteína ou fazer uma refeição proteica normal: não vai trazer diferença.
Depois do treino
É aqui que nasceu a famosa “janela anabólica”.
Hoje sabemos que essa janela existe: mas é muito maior do que se pensava.
Depois do treino, os músculos tornam-se mais sensíveis aos aminoácidos e restantes nutrientes durante várias horas.
Isso significa que faz sentido consumir proteína após o treino – porque o teu corpo vai utilizá-lo preferencialmente para a recuperação e crescimento muscular.
O quão próximo do fim do treino depende da refeição pré-treino.
Mas, se seguires as orientações anteriores: tomar proteína 1 a 2h após o treino (3 a 5h depois da refeição proteica anterior) é mais do que suficiente.
Seja um batido, seja um jantar, seja um iogurte proteico.
Suplementos proteicos ao pequeno-almoço
“Café, meia de leite e torradas”
“Leite com cereais”
“Pão com queijo e fiambre”
É fantástico… mas não tem proteína suficiente para estimular o crescimento muscular.
E depois de 6h (ou mais) na cama, sem comer – já não tens muita proteína disponível para corresponder à recuperação e crescimento do treino do dia anterior.
Então, sim: proteína ao pequeno-almoço / primeira refeição do dia é CRUCIAL.
Para voltares a estimular a síntese proteica muscular (crescimento e recuperação) depois de um período onde não tiveste recursos disponíveis para corresponder a este processo.
Aqui faz todo o sentido usar um suplemento de proteína para te ajudar – especialmente se não tens as 0.3g de proteína/kg corporal/refeição no teu pequeno-almoço comum.
Por exemplo, utilizando o suplemento de proteína:
- num batido;
- misturado em papas de aveia;
- com iogurte;
- em panquecas;
- ou noutras receitas.
Mas atenção: a utilização de suplementos proteicos ao pequeno-almoço não é obrigatória.
Se preferes ovos, queijo fresco, skyr ou outra fonte proteica, o efeito será semelhante!
Tomar proteína antes de dormir
Tal como falámos no capítulo da caseína: proteína antes de dormir não é necessário se já atingiste o teu target proteico diário.
No entanto, tomar proteína antes de dormir pode ser uma boa estratégia porque:
- aumenta a proteína diária;
- melhora a distribuição das refeições;
- fornece aminoácidos durante várias horas;
- ajuda algumas pessoas a controlar a fome noturna.
Aqui, faria sentido optar por uma caseína pela digestão mais lenta.
Mas também podes optar por:
- queijo quark;
- skyr;
- iogurte grego;
- ovos;
- leite;
- ou outra refeição rica em proteína.
E lembra-te: se já atingiste a tua proteína diária, não precisas de ir dormir preocupado porque não bebeste um batido.
Tomar proteína entre refeições, ao lanche ou num snack
Provavelmente a minha 2ª utilização preferida dos suplementos de proteína.
Tu nem sempre tens tempo para preparar uma refeição completa.
Andas à pressa entre o trabalho, deslocações e tratar da casa, miúdos, …
E às vezes precisas apenas de uma forma rápida de ingerir mais 20 ou 30 gramas de proteína – porque não tiveste tempo para comer uma refeição normal.
É aqui que um batido proteico pode ser muito útil.
Por exemplo:
- entre reuniões;
- durante uma viagem;
- no trabalho;
- na universidade;
- depois do ginásio antes de chegares a casa;
- ou quando simplesmente não tens outra opção.
Não porque seja superior a uma refeição normal.
Mas porque aumenta a probabilidade de cumprires a tua proteína diária – e é menos um stress na tua vida corrida.
E essa consistência vale muito mais do que discutir se a proteína foi bebida às 15h17 ou às 15h43.
Como tomar proteína: com o que misturar?
Uma das vantagens da proteína em pó é a sua versatilidade e conveniência.
Não és obrigado a beber sempre um batido com água.
Pessoalmente: raramente faço com água – prefiro mil vezes o sabor com leite.
Mas, na verdade, existem dezenas de formas de incluir proteína em pó na alimentação – seja pela diversidade, seja para apimentar ou proteinizar algumas receitas (“proteinizar” é um termo, sequer?!)
A maioria das pessoas mistura whey com água – é a opção mais prática e acessível. Além disso, misturar whey com água é útil porque:
- não traz calorias adicionais;
- a digestão geralmente mais rápida;
- preparação leva poucos segundos;
- encontras água em qualquer lado
- é fácil de para levar para o ginásio, trabalho, viagens… ou até mesmo praia.
Se estás numa fase de perda de gordura ou simplesmente queres controlar melhor as calorias, esta tende a ser a melhor escolha.
A principal desvantagem? O sabor e a textura tendem a ser menos cremosos.
Mas isso depende muito da marca e do sabor escolhido.
Pessoalmente odeio proteínas de chocolate com água – mas isso: sou eu.
Misturar proteína em pó com leite
A minha preferida: proteína em pó com leite sem lactose magro.
Misturar proteína com leite é uma excelente opção para quem pretende um batido mais saciante, cremoso e saboroso.
Nutricionalmente, ao misturar proteína em pó com leite, estás também a adicionar:
- Proteína extra (de elevado valor biológico e com leucina!);
- Hidratos de carbono (atenção à lactose!);
- Gordura (dependendo do tipo de leite);
- Vitaminas e minerais.
Por exemplo, 250 ml de leite podem acrescentar aproximadamente:
- 8 a 9 gramas de proteína;
- 10 a 12 gramas de hidratos;
- entre 0 e 8 gramas de gordura, dependendo do leite ser magro ou gordo.
Isto transforma um simples batido numa refeição mais completa.
Se estás numa fase de ganho de massa muscular, pode ser uma excelente estratégia.
Se estiveres em definição, não te esqueças de contabilizar essas calorias!
Misturar whey com bebidas vegetais
Not my cup of tea, mas tenho clientes que o fazem.
As bebidas vegetais podem ser uma boa alternativa ao leite, pelo sabor, textura (e calorias extra) para quem:
- Não consome leite;
- tem intolerância à lactose;
- segue uma alimentação vegan;
- prefere outro sabor.
Geralmente as bebidas vegetais mais usadas com whey são:
- Bebida de soja;
- Bebida de amêndoa;
- Bebida de aveia;
- Bebida de coco.
Aqui: é importante conheceres a informação nutricional (e sabor) das diferentes bebidas vegetais que queres misturar com proteína em pó.
Por exemplo: bebida de soja costuma apresentar um teor de proteína bastante superior às restantes.
Já bebidas de amêndoa ou arroz podem conter muito pouca proteína.
Se o teu objetivo é aumentar a ingestão proteica, vale a pena olhar para o rótulo antes de escolher.
Misturar whey com Aveia
A aveia combina muito bem com proteína em pó.
Seja em flocos, seja em pó. Tanto que imensas marcas de suplementação fazem já aveias com whey instantâneas para nem teres de te preocupar a misturar.
Esta é uma ótima forma de preparar um pequeno-almoço, lanche ou até mesmo ceia. E foi o meu pequeno-almoço pré-treino durante anos.
Além de aumentar a saciedade, juntar aveia à whey dá-te:
- hidratos de carbono complexos (+ energia);
- fibra (+ saciedade);
- vitaminas e minerais (+ micronutrição)
E, sim, podes misturar whey diretamente:
- nas papas de aveia (ao lume ou micro-ondas)
- em overnight oats;
- ou triturá-la juntamente com flocos de aveia num batido.
É uma combinação particularmente interessante antes ou depois do treino, dependendo das tuas necessidades energéticas.
E, se não te dás bem com aveia: também podes misturar a proteína com papas de arroz.
Misturar proteína com Iogurte
O meu pós-treino do primeiro semestre de 2026 merece o seu destaque: misturar proteína whey com iogurte natural.
Esta é uma das formas mais simples de aumentar a proteína de uma refeição, super rápida e versátil. Seja iogurtes sólidos (para fazer uma “papa” ou “sludge” de whey), seja iogurtes líquidos (um batido mais espesso)
Funciona especialmente bem com:
- iogurtes naturais;
- skyr;
- iogurte grego natural;
- queijo fresco batido;
- quark.
Seja para misturar com cereais, fruta, canela, cacau / chocolate negro, frutos secos ou muesli: é o meu pequeno-almoço pós-treino atual.
Além disso, se tiveres proteínas de sabores mais neutros ou frutados: podes utilizar iogurtes com aromas de fruta para variar diariamente – sem ter de comprar proteínas de sabores diferentes.
O resultado é uma refeição:
- rica em proteína;
- bastante saciante;
- rápida de preparar;
- e muito fácil de levar para o trabalho.
Qual é a melhor forma de tomar proteína?
Não existe uma combinação obrigatória ou “melhor forma de tomar ou misturar proteína”
Se o teu objetivo é controlar calorias, a água costuma ser suficiente. Recomendo fresca, por amor às tuas papilas gustativas.
Se procuras maior saciedade ou mais calorias, o leite ou o iogurte podem ser melhores opções.
Se és vegan ou não toleras lactose: uma bebida vegetal pode funcionar perfeitamente.
Na verdade, o mais importante continua a ser aquilo que tens visto ao longo deste artigo:
A melhor forma de tomar proteína é aquela que te ajuda a atingir a tua ingestão diária de forma consistente.
Porque um batido perfeito que nunca bebes vale menos do que uma receita simples que consegues repetir todos os dias.
Perguntas frequentes sobre proteína (FAQ)
A proteína em pó faz mal?
É difícil encontrar um suplemento que tenha acumulado tantos mitos como a proteína em pó.
Ao longo dos anos, já lhe atribuíram praticamente tudo:
- destrói os rins;
- estraga o fígado;
- provoca acne;
- faz engordar;
- causa queda de cabelo;
- e até “vicia”.
Felizmente: a maioria destas afirmações não é suportada pela evidência científica.
A proteína em pó não é uma substância misteriosa criada num laboratório.
Na maioria dos casos, trata-se simplesmente de proteína extraída de alimentos como o leite, os ovos ou fontes vegetais – que já obterias naturalmente na tua alimentação.
Simplesmente escolheste extrair apenas aquela componente daquele alimento, separando-a outros nutrientes.
A proteína faz mal aos rins?
Não, em pessoas com rins saudáveis.
É verdade que consumir proteína aumenta o trabalho realizado pelos rins.
Mas isso não significa que os esteja a danificar.
O coração também trabalha mais quando fazes exercício.
Isso não significa que correr provoque doença cardíaca em pessoas saudáveis.
Diversos estudos mostram que uma ingestão elevada de proteína não parece causar lesões renais em indivíduos sem doença renal pré-existente.
O problema surge quando já existe uma doença renal diagnosticada.
Nesses casos, a ingestão de proteína pode necessitar de ser ajustada por um médico ou nutricionista.
Por isso, a recomendação é simples:
- Se tens rins saudáveis, não existe evidência de que a proteína em pó os prejudique.
- Se tens doença renal, deves seguir as recomendações do profissional de saúde que acompanha o teu caso.
A proteína faz mal ao fígado?
Tal como acontece com os rins, também não existe evidência de que a proteína em pó provoque lesões hepáticas em pessoas saudáveis.
O fígado participa naturalmente no metabolismo dos aminoácidos.
É exatamente isso que foi concebido para fazer – consumir proteína não “sobrecarrega” o fígado.
Mais uma vez, a exceção aplica-se a pessoas com doenças hepáticas específicas.
Nestes casos, a alimentação deve ser individualizada.
Mas, para uma pessoa saudável, consumir whey ou outra proteína de qualidade dentro das necessidades diárias não parece representar qualquer risco conhecido para o fígado.
A proteína causa acne?
Esta é uma pergunta mais interessante.
Pode acontecer em algumas pessoas, mas não acontece na maioria.
Porque a proteína em pó, por si só, não provoca acne.
No entanto, alguns estudos sugerem que determinados indivíduos podem observar um agravamento da acne associado ao consumo de whey.
Ainda não existe uma explicação definitiva.
Uma das hipóteses envolve alterações em fatores relacionados com o crescimento celular, como o IGF-1, bem como diferenças individuais na resposta hormonal.
O importante é perceber que isto não acontece a toda a gente.
Se consomes whey há meses e nunca notaste alterações na pele, provavelmente não tens motivo para preocupação.
Se, pelo contrário, reparaste que a acne surgiu ou piorou pouco tempo depois de começares a utilizar whey, podes experimentar:
- interromper temporariamente o consumo;
- testar uma whey isolada;
- experimentar uma proteína vegetal;
- ou procurar aconselhamento médico caso a situação persista.
Além disso: é importante perceber que a maioria das proteínas apresentam outros componentes: desde adoçantes, espessantes, …
A reação cutânea pode estar associada a esses componentes – não necessariamente à whey. Pelo que pode ser um questão de escolher outra gama, ou outra marca de proteína.
A proteína engorda?
Tanto como qualquer outro nutriente.
Ou seja: não – a proteína não engorda ou não te faz engordar.
O que faz aumentar gordura corporal é consumir mais calorias do que gastas durante um período prolongado.
A proteína contém calorias.
Tal como os hidratos de carbono e a gordura.
Se adicionares dois batidos por dia sem ajustar o resto da alimentação, vais aumentar a ingestão energética.
Mas isso aconteceria exatamente da mesma forma se adicionasses:
- sandes;
- arroz;
- frutos secos;
- azeite;
- ou qualquer outro alimento ou macronutriente.
Aliás, a proteína tende a ser o macronutriente mais saciante.
E é o que oferece maior efeito térmico da alimentação (gastas mais kcal a digerir cada grama de proteína comparativamente a hidratos ou lípidos)
Ainda mais: em muitos indivíduos, aumentar a proteína facilita o controlo da fome e apetite durante uma dieta.
Resumindo: Não é a whey que engorda. É o excesso de calorias. Seja de que fonte for.
A proteína pode provocar queda de cabelo?
Não existe evidência científica de que a proteína em pó provoque queda de cabelo.
Este mito surgiu sobretudo porque algumas pessoas confundem proteína com suplementos ou esteroides que podem alterar o ambiente hormonal.
São coisas completamente diferentes.
A whey não aumenta a testosterona.
Não aumenta a di-hidrotestosterona (DHT).
E não provoca calvície.
Se tens predisposição genética para queda de cabelo, essa condição irá evoluir de acordo com os fatores biológicos envolvidos.
A proteína em pó não parece acelerar esse processo.
Graças a Deus.
A toma de proteína é segura a longo prazo?
Segundo a evidência científica disponível: sim.
Quando utilizada por pessoas saudáveis, dentro de uma alimentação equilibrada, a proteína em pó apresenta um bom perfil de segurança.
Na verdade, milhões de pessoas consomem whey diariamente há décadas.
Agora, não vamos esquecer que não deixa de ser um suplemento.
E não é que seja “mau”, mas não quero que a proteína (ou qualquer outro suplemento) se torne tão “staple” na tua alimentação que deixes de comer comida a sério.
Privando-te de melhores nutrientes, melhores hábitos alimentares e, ao final do dia: melhores resultados.
Qual é a melhor proteína para ganhar massa muscular?
Para a maioria das pessoas, uma whey concentrada de qualidade continua a ser a melhor escolha pela excelente relação entre qualidade, preço e perfil de aminoácidos.
Se és intolerante à lactose, uma whey isolada ou whey concentrada com enzimas digestivas (lactase) pode ser uma opção mais adequada.
Se és vegan, procura uma mistura de proteínas vegetais, como ervilha e arroz.
Tens sugestões práticas de cada proteína mais acima.
Qual é a diferença entre whey e proteína?
A whey é um tipo de proteína.
Quando alguém diz “proteína”, pode estar a referir-se a:
- Whey;
- Caseína;
- proteína de ovo;
- proteína de soja;
- proteína de ervilha;
- ou qualquer outra fonte proteica.
Já a whey é especificamente uma proteína obtida a partir do soro do leite.
Ou seja: toda a whey é proteína. Nem toda a proteína é whey.
A whey faz crescer músculo sozinha?
Não: whey não constrói músculo por si só. Nem qualquer suplemento proteico.
Ela apenas fornece aminoácidos que o organismo utiliza para reparar e construir tecido muscular – dando recursos para atender o estímulo induzido pelo treino.
Sem treino de força, esse estímulo praticamente não existe.
A proteína dá-te os “tijolos” para construir a tua casa. Mas se não tiveres quem os coloque ou quem mande construir (treino) = não há casa para ninguém.
Posso tomar whey todos os dias?
Sim. Para pessoas saudáveis, a whey pode ser consumida diariamente.
Não existe qualquer necessidade de “descansar” da whey ou ciclar proteína.
Desde que faça parte de uma alimentação equilibrada, pode ser utilizada durante longos períodos.
Quantos batidos de whey devo beber por dia?
Depende da tua alimentação. Não existe um número obrigatório.
Há dias em que não precisas de tomar whey (porque atinges a proteína diária pela alimentação normal)
E há dias onde podes precisar de 1, 2 ou até 3 batidos para atingir o teu total de proteína.
Não é uma questão de: “quantos batidos devo beber?”, mas sim: “quanto me falta para atingir a minha proteína diária?”
O batido de proteína serve apenas para preencher essa diferença.
A proteína substitui refeições?
Não deve substituir refeições de forma habitual.
Um batido fornece sobretudo proteína.
Uma refeição completa fornece também:
- vitaminas;
- minerais;
- fibra;
- hidratos de carbono;
- gordura;
- e maior saciedade.
A proteína em pó deve ser encarada como um complemento.
Pode substituir uma refeição pontualmente quando não tens outra opção.
Mas não deve tornar-se a base da tua alimentação.
É melhor whey ou comida?
A comida. Sempre que possível, a alimentação deve ser a principal fonte de proteína.
Alimentos como:
- carne;
- peixe;
- ovos;
- laticínios;
- leguminosas;
Fornecem muito mais do que apenas proteína. Também contêm vitaminas, minerais, fibra e outros nutrientes importantes.
Crianças podem tomar proteína?
Em geral, uma criança saudável consegue obter toda a proteína de que necessita através da alimentação.
Por isso, a suplementação raramente é necessária.
Existem situações clínicas específicas em que pode ser utilizada, mas apenas sob orientação de um profissional de saúde.
Para uma criança saudável que come adequadamente, a prioridade deve continuar a ser uma alimentação variada e equilibrada.
Mulheres devem tomar whey?
Sim.
A whey não é um suplemento “para homens”.
É simplesmente proteína.
As necessidades proteicas das mulheres também aumentam quando praticam exercício físico, pretendem ganhar massa muscular ou preservar músculo durante uma dieta.
Consumir whey não provoca aumento exagerado da massa muscular nem altera as hormonas.
As mulheres respondem exatamente ao mesmo princípio fisiológico que os homens.
E a proteína ajuda a reparar e construir músculo quando existe treino adequado.
Posso tomar proteína sem treinar?
Sim. Mas é importante perceber o objetivo.
Se não praticas treino de força, a proteína continua a desempenhar funções importantes no organismo.
No entanto, beber whey sem treinar não vai fazer crescer músculo de forma significativa.
Se apenas precisas de aumentar a ingestão de proteína por motivos alimentares, pode ser uma opção prática.
Se o objetivo é ganhar massa muscular, será necessário combinar a proteína com treino de resistência.
Preciso de proteína mesmo que coma muita carne?
Depende de quanto “muita carne” é para ti.
Se já atinges a tua necessidade diária de proteína através da alimentação, provavelmente não precisas de suplementar.
Por exemplo, se consomes regularmente:
- carne;
- peixe;
- ovos;
- laticínios;
e já atinges cerca de 1,6 a 2,2 g de proteína por quilograma de peso corporal, a whey dificilmente acrescentará benefícios.
Neste caso, comprar proteína pode ser apenas uma questão de conveniência. Não de necessidade.
Pessoalmente consigo passar semanas sem usar whey porque adoro comer carne, ovos e peixe. Mas, lá está: é uma questão de atingir a proteína pela alimentação.
Existe uma proteína que faz ganhar músculo mais depressa?
Não. Nenhuma proteína consegue acelerar significativamente o crescimento muscular apenas porque é mais cara, mais filtrada ou apresenta um nome mais impressionante.
A whey isolada não faz ganhar mais músculo do que a whey concentrada quando a ingestão total de proteína é semelhante.
A hidrolisada também não.
O crescimento muscular depende sobretudo de:
- treino progressivo;
- proteína diária suficiente;
- calorias adequadas;
- recuperação;
- tempo.
A melhor proteína continua a ser aquela que te ajuda a cumprir estes princípios de forma consistente.
Conclusão – As melhores proteínas para aumentar a massa muscular
Se chegaste até aqui, já percebeste uma coisa: a proteína em pó é muito mais simples do que a internet faz parecer.
Não precisas da proteína mais cara.
Nem da embalagem mais fancy ou promissora.
E, muito menos, da proteína que promete “ganhos musculares explosivos”.
Para a maioria dos casos, a minha sugestão é a 100% Real Whey Protein ou a Supreme Whey Protein se és intolerante à lactose.
Se preferes uma proteína vegana: a Supreme 100% Vegan Protein.
Se queres investir um pouco mais em proteína em pó: a 100% Whey Hydro Isolate.
Na realidade, escolher uma boa proteína resume-se a responder a três perguntas:
1. Estou a atingir a minha proteína diária?
Se a resposta for não, a proteína em pó pode ser uma ferramenta extremamente útil.
2. Esta proteína tem boa qualidade?
Procura uma fonte proteica completa, um bom perfil de aminoácidos, uma composição transparente e uma marca de confiança.
3. Consigo consumi-la de forma consistente?
Porque uma proteína perfeita que fica esquecida no armário vale menos do que uma proteína simples que utilizas todos os dias.
Ao longo deste guia viste que:
- a whey não faz crescer músculo sozinha;
- não existe um horário mágico para a tomar;
- a proteína não faz mal aos rins nem ao fígado de pessoas saudáveis;
- as proteínas vegetais podem ser excelentes alternativas quando bem escolhidas;
- e que, para a maioria das pessoas, uma boa whey concentrada continua a oferecer a melhor relação entre qualidade, preço e resultados.
Mas há uma ideia que quero que leves contigo: a proteína é apenas uma peça do puzzle
Nenhum suplemento consegue compensar:
- um treino mal estruturado ou chapa-5;
- uma alimentação inconsistente ou ineficaz;
- poucas horas de sono;
O próximo passo
Agora que já sabes como escolher uma proteína, a pergunta deixa de ser: “Qual é a melhor whey?”
E passa a ser: “Estou realmente a fazer tudo o que é necessário para ganhar massa muscular?”
Porque, 100% das vezes: o suplemento não é aquilo que limita os teus resultados.
É o teu planeamento (treino e dieta)… ou a consistência no mesmo.
Se o teu plano não resultar no teu corpo – nenhum suplemento consegue ajudar.
Se não fores consistente com o teu plano – também nenhum suplemento pode ajudar.
Mas isso? Já são questões que devem ser tratadas diretamente com o teu caso específico.
Sem chapa-5. Sem planos que não resultam contigo. Sem dietas que não consegues cumprir na tua rotina.
E isso? Podemos fazê-lo juntos no acompanhamento online – aqui.
