Treino de Posteriores da Coxa para Hipertrofia (2026)

Estás pronto(a) para encontrar o treino de posteriores da coxa para hipertrofia ideal para ti?

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Para cresceres umas coxas definidas e fortes, com isquiotibiais desenvolvidos e salientes?

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Que vão empurrar e ajudar a desenhar o teu glúteo e aumentar a força nos teus exercícios de pernas?

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Para isso, e para um teres um corpo e pernas de elite, precisas de um treino de posteriores da coxa completo para crescer músculo.

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Não basta só agachamento ou peso morto.

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Não: precisas de um desenvolvimento total e equilibrado dos vários músculos dos posteriores da coxa para construíres umas pernas realmente de sonho.

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E é exatamente por isso que te escrevo este artigo hoje: para te ensinar o que precisas para montares o teu treino de posteriores da coxa completo para hipertrofia.

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ANATOMIA DOS POSTERIORES DA COXA

Quando falamos em posteriores da coxa ou isquiotibiais, falamos em 3 grandes músculos:

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  • Bicep Femoral – com a cabeça curta e cabeça longa que vêm desde o fémur e do ísquio , respetivamente, até ao perónio;
  • Semitendinoso – que vem do ísquio à tíbia;
  • Semimembranoso – também com origem no ísquio e inserção na tíbia.
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Por isso, a título de curiosidade, os posteriores da coxa não são só “isquiotibiais”.

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Os isquiotibiais (músculos que vão do isqueon à tíbia) são os semitendinoso e semimembranoso.

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Falta, ainda, contabilizar o bicep femoral – que faz parte deste grande grupo muscular, mas que insere no perónio (osso junto à tíbia, por baixo do teu joelho).

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ISQUIOTIBIAIS E POSTERIORES DA COXA NA PRÁTICA

Para dominares o treino de posteriores da coxa, precisas de saber como funcionam estes músculos.

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Anatomicamente, todos cruzam o joelho, pelo que todas as 4 porções dos posteriores da coxa são flexoras do joelho.

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Ou seja: participam ativamente nos movimentos de Leg Curl (ex: cadeira flexora e mesa flexora) – um do tipo de exercícios cruciais em qualquer treino de posteriores da coxa.

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Das 4 porções, 3 delas cruzam a anca (têm origem no ísquio): cabeça longa do bicípite femoral, semitendinoso e semimembranoso.

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O que significa que 3 dos posteriores da coxa são extensores da anca/bacia.

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Intervindo fortemente em exercícios como o Levantamento Terra, Stiff Deadlift, Good Mornings e afins. Pelo que estes exercícios são fundamentais em qualquer treino de isquiotibiais.

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Isto significa que para teres um treino de posteriores da coxa completo e eficaz para crescimento muscular, deves incluir 2 tipos de exercícios de isquiotibiais:

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  1. Flexões do joelho (Leg Curls) – para trabalhar as 4 porções nesta função.
  2. Extensões da anca (“Hip Hinges”) – para trabalhar a porção longa do bicep femoral e os semi’s.
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Esta diferença nas origens dos músculos (cruzar, ou não, a bacia) também significa que vais conseguir pré-alongar ou pré-encurtar essas 3 porções nas tuas variações de Leg Curl consoante a posição do tronco.

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Por exemplo: numa Leg Curl sentada (com a anca fletida) vais pré-alongar esses músculos na bacia.

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Já numa Leg Curl em pé ou deitada (com a anca em extensão), vais ter esses músculos mais perto do encurtamento.

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METODOLOGIA DO TREINO DE POSTERIORES DA COXA

Agora que já conheces a anatomia e funções “gerais” dos músculos principais de um treino de posteriores da coxa completo, é preciso operacionalizar.

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Começar a pensar na metodologia e no protocolo do treino de posteriores da coxa para hipertrofia ideal para ti.

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E é exatamente isso que vamos fazer!

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VOLUME DE TREINO DE POSTERIORES DA COXA

Os posteriores da coxa são músculos muito volumosos, com um grande comprimento e altamente suscetíveis ao dano muscular. Principalmente em Hip Hinges como Levantamento Terra, Bons Dias, …!

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Por isso, com uma boa seleção de exercícios e execução, tendem a ser músculos que recebem imenso estímulo e precisam de um tempo considerável para recuperar em atletas mais avançados.

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Para teres um exemplo real: a maioria dos meus atletas mais avançados no acompanhamento online chegam a precisar de 4 dias para recuperar os posteriores de apenas 2 séries de stiff deadlift.

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Tal é o estímulo, a disrupção e o dano que conseguem gerar com uma execução otimizada.

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Curiosamente, os posteriores apenas partilham trabalho “significativo” com os glúteos em alguns exercícios específicos – extensões da anca com os joelhos mais esticados ou móveis.

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Por isso, o treino de posteriores da coxa para hipertrofia não tende a ser muito afetado pelo treino dos restantes músculos das pernas.

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Até porque variações de agachamento, leg press, lunge, (…) não impactam os posteriores da coxa – visto que estes músculos praticamente não mudam de comprimento durante estes exercícios (encurtam no joelho enquanto alongam na anca e vice-versa).

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Por isso, acabam por ter um papel mais estabilizador do joelho e da bacia – não recebendo grande estímulo, tensão ou dano do treino de quadriceps.

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Finalmente, antes de avançarmos para as recomendações de volume num treino de posteriores da coxa para crescer músculo:

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Quando te falo de X séries de isquiotibiais por semana, estou a falar do trabalho conjunto de flexões do joelho / leg curls + extensões da anca / hip hinges.

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Um treino de posteriores completo para hipertrofia deve incluir ambas as variações. E estas recomendações são feitas para atletas que têm uma técnica de deadlift e good mornings otimizada e conseguem gerar grandes graus de estímulo em cada série.

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Se não consegues executar as variações de levantamento terra / deadlift de forma eficaz e/ou não as vais incluir no teu treino de posteriores da coxa – vais precisar de fazer muitas mais séries do que as recomendadas para crescer isquiotibiais.

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VOLUME DE MANUTENÇÃO (VM)

Se o teu objetivo é manter a massa muscular atual dos posteriores, com uma dieta otimizada e execução dos exercícios correta, cerca de 4 séries de posteriores da coxa por semana é suficiente.

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Nestas 4 séries deverás incluir pelo menos 1 leg curl e 1 hip hinge, divididas em 2 treinos ao longo da semana, idealmente.

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Se estás apertado com tempo e/ou estás numa fase de ressensibilização – podes aglomerar tudo numa só sessão de treino de posteriores da coxa. Garantindo, claro, que estás pelo menos num estado isocalórico/manutenção calórica para não te arriscares a perder esses gainz!

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Assim, já sabes quanto é que precisas de fazer para ressensibilizar o teu treino para hipertrofia. Seja numa fase de manutenção, numa altura de férias ou para te especializares noutros músculos durante um período de tempo.

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VOLUME MÍNIMO EFETIVO (VME)

Chegámos ao território efetivo para crescer posteriores da coxa:

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O teu VME é o número de séries mais baixo que te permitirá alcançar uma hipertrofia significativa no treino de posteriores da coxa.

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Não: não é o volume que te trará os resultados mais rápidos a longo-prazo.

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Mas é importante conhecê-lo para conseguires construir uma boa periodização do teu treino de posteriores da coxa para hipertrofia! Seja para:

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  • Fase inicial de um bloco de treino;
  • Quando estás mais apertado de tempo para treinar;
  • Fases de especialização noutros músculos (e não queres deixar de crescer posteriores da coxa)
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Conheceres o teu volume mínimo efetivo permite-te jogar com segurança e obter um melhor crescimento a longo prazo.

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A maioria dos atletas intermédios a avançados precisam de incluir pelo menos 5 séries de trabalho direto para posteriores da coxa por semana para ver um crescimento minimamente significativo.

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Isto poderá ser feito tudo num só treino de posteriores da coxa ou, idealmente, dividido em 2 treinos semanais.

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Dividir o volume semanal de posteriores em 2 treinos permite-te ter sessões mais dedicadas a cada função dos posteriores da coxa – crucial para um desenvolvimento completo e equilibrado.

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Por exemplo:

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  • No primeiro treino de posteriores da coxa focas-te em Leg Curls (ex: cadeira flexora, mesa flexora, flexão nórdica).
  • No segundo treino de posteriores da coxa focas-te em Levantamentos Terra (ex: Stiff Deadlift, Peso Morto Romento, Bons Dias, …).
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VOLUME MÁXIMO RECUPERÁVEL (VMR)

Chegámos ao ponto oposto do VME naquele que é o “espetro efetivo” para alcançares o teu máximo crescimento muscular dos isquiotibiais.

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VMR é a quantidade de volume a partir da qual fazer +1 série se torna contraproducente, pois já não recuperarás adequadamente. Arriscando-te a entrar em sobretreino.

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Então este é o número máximo de séries que deves fazer no teu treino de posteriores da coxa. Que geralmente está entre:

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  • Máximo de 10 séries por treino;
  • Máximo de 16 séries por semana;
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Ir além das 10 séries de trabalho efetivo (séries com qualidade para estimular o crescimento muscular, bem executadas e feitas perto da falha) numa só sessão tende a levar ao “volume de lixo”.

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Ou seja: podes fazer mais do que 10 séries num só treino de posteriores da coxa, sim.

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Mas provavelmente serão séries que apenas trarão mais dano e não trarão um estímulo efetivo. Levando-te a ganhar menos massa muscular desse treino.

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Quando reparas que precisas mais do que essas 10 séries, faz mais sentido dividir o teu volume de treino de posteriores da coxa em 2 ou mais treinos semanais.

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  • Assim, asseguras que cada série e cada treino de posteriores da coxa é o mais estimulante possível.
  • E beneficias de estimular mais vezes o crescimento ao longo da semana, levando-te a mais crescimento muscular ao longo do tempo.
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ATENÇÃO

Estas recomendações são gerais e são baseadas em atletas treinados, cuja intensidade de treino é altíssima e obtém um enorme estímulo e disrupção em cada série. No entanto, mesmo nestes atletas há uma enorme dispersão entre volumes de treino ótimos, pelo que é natural que possas ver melhores resultados com outros volumes!

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FREQUÊNCIA DE TREINO DE ISQUIOTIBIAIS

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Quantas vezes deves treinar posteriores da coxa ao longo da semana?

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A resposta a esta questão é altamente individual e depende imenso da forma como construíste o teu treino de posteriores da coxa.

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Por um lado: os exercícios de posteriores da coxa que escolheres terão diferentes impactos no teu corpo, quer em termos de estímulo, quer em termos de fadiga.

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Por outro: as tuas capacidades de recuperação perante cada treino de posteriores da coxa definem quando é que estás pronto(a) para treinar isquiotibiais novamente.

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Então, para determinares a melhor frequência de treino de posteriores da coxa, deves ter em conta estes 2 fatores:

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1. Quanto tempo é que o músculo está a CRESCER após cada treino:
  • Se o teu estímulo é forte e prolongado durante 7 dias, então treinar 1 vez por semana será mais do que suficiente.
  • Se o aumento que vês no crescimento muscular volta à baseline após 24 horas, então idealmente treinarias aquele músculo 5-6 vezes por semana.
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No entanto, a evidencia científica indica que o crescimento muscular pós-treino dura entre 24 a 48 horas tendencialmente (1, 2). O que significa que, idealmente, treinaríamos cada músculo 3 a 6 vezes por semana – para aproveitar todas as oportunidades possíveis e ter esse músculo sempre a crescer.

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No entanto, a frequência de treino não depende só da duração do aumento no crescimento muscular:

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2. Quanto tempo é que o teu músculo demora a recuperar após cada sessão de treino

Qualquer treino efetivo e estimulante acarreta fadiga e dano inevitáveis.

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São consequências de um bom treino que comprometem a tua performance. E, por isso, impedem-te de estimular adequadamente o músculo-alvo até estares recuperado.

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E para progredir no treino e desenvolver massa muscular, é necessário proporcionar tempo suficiente para a maioria desta fadiga dissipar entre cada treino de posteriores da coxa.

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Caso contrário, estamos apenas a incidir mais fadiga e dano sobre um tecido que ainda não recuperou. E muito menos cresceu!

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Então, no mínimo, queres ter tempo suficiente entre cada treino de posteriores da coxa para que a tua performance volte ao normal.

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Pelo menos.

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O que significa que: se fizeste 80kg x 10 repetições no Stiff, o teu próximo treino de posteriores da coxa só deve acontecer quando estiveres apto para, pelo menos, repetir esses números.

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No entanto, o intervalo de tempo para uma boa recuperação tende a ser maior que o intervalo de crescimento muscular. O que torna a recuperação no fator limitante para determinar a melhor frequência de treino para a maioria dos atletas.

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A MELHOR FREQUÊNCIA PARA O TEU TREINO DE POSTERIORES DA COXA

Começa o teu bloco de treino de posteriores da coxa perto das recomendações mínimas eficazes (VME).

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Ou seja: com 4 a 7 séries de posteriores distribuídas em 2 sessões de treino semanais.

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É fundamental que treines intenso/perto da falha o suficiente (3 ou menos RER)

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Após cada treino, tira nota de como te sentiste durante e após o treino:

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  • Obtiveste um pump naquele treino de posteriores da coxa? (os isquiotibiais ficaram inchados durante o treino?)
  • Sentes alguma disrupção nos posteriores? (ex: sensação de “estarem pesados”, “presos” ou de cansaço)
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Se sim, provavelmente essa dose era minimamente efetiva para uma sessão de treino de posteriores da coxa para hipertrofia para ti.

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E conseguirás obter um bom crescimento muscular dessa mesma dose.

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Ou seja, já sabes o mínimo de volume por treino de posteriores da coxa.

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E sabes onde começar, pelo menos, cada bloco para assegurar um crescimento muscular efetivo.

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A partir daí, presta atenção à tua recuperação.

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Ou seja, quantos dias é que precisas para que:

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  • As dores musculares nos posteriores da coxa dissipem (já não estejam doridos, ou apenas muito ligeiramente);
  • Te sintas física e psicologicamente preparado para fazer um próximo treino de posteriores da coxa sobrecarregante e desafiante. Com uma performance tão boa, ou melhor, que o anterior;
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Se nas semanas seguintes, à medida que adicionas mais volume de séries e te aproximas do teu VMR, reparas que os teus isquiotibiais não recuperam a tempo… adiciona mais 1 dia de descanso entre cada treino de posteriores da coxa.

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E contabiliza isto já para os próximos blocos de treino de posteriores da coxa que construíres.

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Se reparas que estás a recuperar mais depressa do que o esperado, e cada treino é realmente desafiante, experimenta adicionar mais 1 treino de posteriores da coxa por semana.

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Distribuindo o teu volume de treino de isquiotibiais por esses 3 treinos em vez de 2.

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Ou seja, por exemplo, em vez de fazer 14 séries/semana divididas em 2 treinos de posteriores da coxa com 7 séries cada… experimenta 16 séries/semana divididas em 3 treinos de 6 a 4 séries cada.

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ATENÇÃO

Na maioria dos casos, 2 treinos de posteriores/semana é o ideal para a maioria dos atletas.

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Contrariamente ao “habitual”, os posteriores são um grupo muscular onde alguns atletas até beneficiarão de uma frequência de 1.5x/semana – com uma sessão “pesada” e uma sessão muito mais “leve” ou menos volumosa (ex: apenas leg curls nesse dia “leve”).

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CARGAS / REPETIÇÕES

Quando falamos de cargas e espetro de repetições para hipertrofia, a evidência é clara: qualquer série de 5 a 30 repetições igualmente próxima da falha leva a crescimento muscular similar. (3, 4, 5, 6).

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Portanto, qualquer carga entre o teu 5 e 30RM poderá ser igualmente eficaz para ganhar massa muscular, desde que a série seja levada perto da falha suficiente. Seja uma série de 5 repetições… ou de 30!

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Por questões de periodização e variação de estímulos, devemos aproveitar todos estes espetros.

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Ou seja, treinar com cargas mais pesadas (séries de 6 a 10 repetições), moderadas (10 a 20 repetições) e leves (20 a 30). Para espremer o máximo de estímulos possíveis.

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Geralmente, as cargas moderadas (10-20 repetições) são altamente produtivas para hipertrofia. Isto porque proporcionam um ótimo equilíbrio entre estímulo, fadiga, risco de lesão e estimulação de fibras lentas e rápidas.

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E embora os posteriores da coxa sejam otimamente treinados com cargas moderadas (como a maioria dos músculos), os exercícios de extensão da anca (nomeadamente Deadlifts e Good Mornings), que são dos mais estimulantes no que toca a exercícios de posteriores da coxa, tendem a ser ainda mais eficazes com cargas pesadas e repetições baixas.

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O que nos deixa numa posição simples para decidir as cargas e os exercícios de posteriores da coxa:

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  • Incluir trabalho pesado (5 a 10 repetições) para variações de Deadlift, Stiff e Good Mornings com barra.
  • Incluir trabalho moderado a leve (10 a 20 e 20 a 30 repetições) para variações de Leg Curl e para variações de extensão da anca menos limitadas pela capacidade cardiovascular e musculatura acessória (ex: 45º Hip Extensions).
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ADAPTANDO AOS EXERCÍCIOS DE POSTERIORES DA COXA

No caso dos exercícios de posteriores da coxa, é muito simples:

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  • Cargas pesadas (5 a 12 repetições):
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São o território ideal para variações de Levantamento Terra / Peso Morto / Deadlift (Stiff e Romeno) e Good Mornings com barra ou smith machine.

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Assim conseguirás espremer todo o estímulo excêntrico e pesado destes exercícios para isquiotibiais. Sem saíres limitado(a) pela tua capacidade cardiorrespiratória ou pelos músculos acessórios no movimento (ex: extensores da coluna / “lombar”).

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  • Cargas moderadas (10 a 20 repetições):
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Entramos numa zona que se adequa a todas as outras variações de extensões da anca (deadlifts unilaterais, 45º hip extensions, …)

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E variações de Leg Curl (como cadeira flexora, mesa flexora, flexão nórdica, …).

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  • Cargas leves (20 a 30 repetições):
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É aqui que brilham as Leg Curls – com toda a estabilidade e simplicidade do movimento.

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Confesso-te, leg curls para altas repetições torna-as em excelentes exercícios para posteriores da coxa. Mas dói que se farta!

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A MELHOR CARGA PARA TREINAR POSTERIORES DA COXA PARA TI

Na maioria dos casos, uma distribuição equilibrada do volume pelas várias gamas de intensidade é o ideal. Assim asseguras uma ampla variação de estímulos de intensidade.

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Tal como um vasto leque de exercícios para crescer posteriores da coxa.

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Mas, à medida que ganhas mais e mais experiência com o teu treino de posteriores da coxa, consegues analisar e entender o quão bem respondes a determinados exercícios e cargas/zonas de intensidade.

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Ou seja, passas a entender melhor a tua resposta individual a cada estímulo.

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E deves utilizá-la para influenciar o teu treino de isquiotibiais e privilegiar as cargas/intensidades que mais resultados te trazem.

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Isto é: as que são mais estimulantes e disruptivas. E, claro, menos lesivas ou fatigantes (a nível de desgaste sistémico e articular, durante e após o treino).

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Se quiseres um plano de treino completo, personalizável e com opção de foco no treino de posteriores da coxa, tens tudo pronto a seguir e com instruções específicas aqui:

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EXERCÍCIOS DE POSTERIORES DA COXA

Regra geral, podemos dividir os exercícios de posteriores da coxa em 2 grandes categorias:

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  • Flexões do Joelho – as tuas variações de Leg Curl;
  • Extensões da Anca – idealmente feitas com o joelho estático e mais esticado, para maximizar o alongamento dos posteriores da coxa em relação ao glúteo;
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E, dentro destes, podes ainda subdividir os exercícios consoante a posição dos 3 posteriores que cruzam anca (mais ou menos encurtados). E consoante a sobrecarga do exercício ocorrer em alongamento, meio comprimento ou encurtamento dos músculos.

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FLEXÕES DO JOELHOEXTENSÕES DA ANCA
Leg Curl sentada / Cadeira FlexoraStiff Legged Deadlift
Leg Curl deitada ou em pé / Mesa FlexoraGood Mornings
Leg Curl nórdica / Flexão Nórdica45º Hip Extensions
Glute Ham RaiseStraight-Knee Bridges
Leg Curl deslizanteDeadlift
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Podes consultar vídeos explicativos de todos estes exercícios (e mais de 300 exercícios para hipertrofia) na Academia Breaking My Limits. Clica aqui para a conheceres e experimentares 7 dias grátis!

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QUANTOS EXERCÍCIOS PARA O TREINO DE POSTERIORES DA COXA?

Comecemos pelos mínimos qualquer plano de treino de posteriores da coxa para hipertrofia deve incluir pelo menos 1 leg curl e 1 extensão da anca.

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Com a leg curl treinas as 4 porções e trabalhá-las todas através da flexão do joelho.

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Com a extensão da anca consegues treinar as 3 porções que cruzam a anca de forma mais direta (e geralmente de forma mais “eficiente” dependendo da seleção de exercícios)

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Isto não significa que apenas faças 2 exercícios de posteriores da coxa ao longo da tua semana de treinos.

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Idealmente vais querer dividir o teu volume semanal pelos exercícios que fazes, procurando fazer 2 a 5 séries de cada exercício.

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Se precisares de mais de 10 séries semanais para o treino de isquiotibiais, faz todo o sentido incluir um 3º exercício (se preferires).

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Ou, por outro lado, também podes perfeitamente repetir um exercício na semana e ver ótimos ganhos. Desde que mudes minimamente a carga/repetições entre treinos, para explorar estímulos diferentes no mesmo movimento.

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Com esta distribuição, supres também os movimentos cruciais para ganhar massa muscular nos posteriores da coxa e desenvolvê-los de uma forma muito estética. No entanto, se tens essa possibilidade e precisas/beneficias de mais volume – não hesites em adicionar mais exercícios!

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Lembra-te:A ideia não é utilizar todos os exercícios de uma só vez.Mas sim deixar alguns exercícios “na manga” para que possas variar ao longo dos blocos à medida que é necessário introduzir um estímulo novo.Se os usares todos de uma vez, deixas de poder jogar essa carta quando precisares!

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RECOMENDAÇÕES DE EXERCÍCIOS PARA ISQUIOTIBIAIS

A meu ver, há alguns aspetos que são cruciais na seleção de exercícios para um treino de posteriores da coxa.

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E há ferramentas ótimas que nem faz sentido deixar de lado.

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Por isso, trago-te aqui algumas sugestões que pondero sempre enquanto programo o treino de posteriores da coxa dos meus atletas:

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1 Hip Hinge Pesado

Mais indicado para trabalhar com cargas mais pesadas (5 a 10 repetições).

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Idealmente com uma boa sobrecarga em alongamento.

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Geralmente recomendo uma variação de Levantamento Terra ou Peso Morto, Stiff Legged Deadlift ou um Good Morning.

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Podes fazê-lo em barra livre, na smith machine ou em máquina.

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E, pessoalmente, recomendo que aproveites bem a fase excêntrica do movimento: desacelerando-a e/ou incluindo uma pausa em alongamento.

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1 Leg Curl

Aqui podes escolher a posição que preferires.

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Sendo que a Leg Curl Sentada é particularmente interessante pelo alongamento adicional dos posteriores.

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E a Leg Curl deitada tem o seu interesse por treiná-los numa posição mais encurtada.

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AMPLITUDE

Dada a anatomia dos posteriores, as 3 porções que cruzam a anca experienciam forças e uma tensão em alongamento incríveis. Dois fatores essenciais para o teu melhor crescimento muscular.

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Mas isto requer que explores uma ótima amplitude em todos os hip hinges que fazes, para obter o melhor estímulo possível.

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Isto significa começar cada repetição numa posição de forte alongamento (que vais sentir), com os posteriores a alongar! Em todas as repetições.

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Vais usar menos carga? Sim.Mas as forças que os teus músculos vão experienciar serão muito mais estimulantes que qualquer meia repetição.

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O que significa que não só obterás um estímulo e crescimento muscular bem melhor, como pouparás as tuas articulações e tecidos adjacentes!

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Perfect!

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PERIODIZAÇÃO DO TREINO DE POSTERIORES DA COXA

A periodização é a forma como organizas e sequencias as diferentes fases de treino em busca do melhor resultado final.

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Neste caso, é a forma como organizas o teu treino de posteriores ao longo dos vários meses e blocos de treino. Tendo sempre em conta os restantes músculos também.

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Isto é essencial para gerir e variar adequadamente o estímulo de treino, garantindo que tiras sempre o melhor proveito dos teus esforços.

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Mas também que há uma correta gestão sob os outros músculos para que nenhum músculo saia prejudicado.

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Mas como é que vamos fazer a periodização para o treino de posteriores ?

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Ênfase nas Ações

Uma primeira opção, muito fácil de aplicar, é periodizar o treino de posteriores da coxa privilegiando determinados movimentos:

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Se dividires o teu ano de treino em 2 macrociclos (+/- 6 meses cada), podes focar os treinos de cada um destes num determinado movimento. Ou seja:

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1º Macrociclo focado nas Flexões do Joelho

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Aqui, começarias cada treino de posteriores da coxa com as flexões do joelho (Leg Curls).

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O que seria pertinente para dares um estímulo forte à cabeça curta do bicep femoral.

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E, inclusive, gerar uma pré-exaustão para potenciais extensões da anca que viriam a seguir no treino – poupando um pouco a musculatura acessória nesses exercícios também.

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Não deixarias de incluir extensões da anca no teu treino de posteriores da coxa, claro. Mas a ideia é começar pelas Leg Curls e, até mesmo, dedicar-lhes mais volume de treino semanal (até 70% do teu volume semanal de posteriores ser feito em séries de Leg Curls).

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2º Macrociclo focado nas Extensões da Anca

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Agora, invertes a maré.

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Passarias a começar cada treino de posteriores da coxa com exercícios de extensão da anca.

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E deixarias as flexões do joelho para depois no treino.

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Provavelmente não vais conseguir acumular tanta % de volume de séries em extensões da anca como conseguiste de Leg Curls no outro cenário (porque são exercícios altamente disruptivos).

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Mas podes dedicar-lhes uma % elevada na mesma!

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Periodização de Carga / Intensidade

Uma ótima forma de periodizar o treino de posteriores da coxa (e o treino de hipertrofia no geral) é uma ondulação das intensidades ao longo dos blocos de treino. Uma espécie de periodização linear inversa.

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Aqui, à medida que aumentamos o volume de bloco em bloco de treino, diminuímos a intensidade absoluta (cargas) médias utilizadas. O que na prática, é dá algo deste género:

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  • Bloco 1 – Maioria do volume feito com cargas pesadas (> 50% das séries nas 5-10 repetições)
  • Bloco 2 – Maioria com cargas pesadas-moderadas (> 50% das séries nas 8-15 repetições)
  • Bloco 3 – Maioria com cargas moderadas-leves (> 50% das séries nas 10-20 repetições)
  • Bloco 4 – Introdução de técnicas de intensidade e mais trabalho com cargas leves (20-30 repetições).
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Assim, consegues explorar os diversos espetros de intensidade ao longo do tempo – expondo os teus músculos a estímulos novos e eficazes a cada novo bloco de treino.

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Periodização dos Exercícios de Posteriores da Coxa

Quando é que deves trocar de exercícios entre blocos de treino? Que tipo de substituições deves fazer? É isso que a periodização dos exercícios trata.

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Aqui, a regra geral é simples e super eficaz:

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Se estás a progredir num exercício e não sentes nada “off” (ex: dores/desconforto articular) nesse exercício… MANTÉM-NO!

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“Equipa que ganha, não mexe” faz todo o sentido. Enquanto estiveres a obter um ótimo estímulo de um exercício e conseguires progredir de forma adequada, é porque está a dar bom resultado. Logo, não há qualquer necessidade de mexer.

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Por outro lado, surge a questão:

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Estou a tirar o melhor proveito deste exercício? Ou beneficiarei mais de o trocar?

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Se:

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  1. Já não estás a progredir de mesociclo para mesociclo…
  2. Precisas de imensas séries para sentir alguma disrupção ou pump
  3. Já não te deixa qualquer moinha/dor muscular pós-treino
  4. Deixa dores articulares durante ou após o treino…
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Está na hora de o trocar!

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A ideia não é ficar “agarrado” a um exercício de isquiotibiais por ser mágico, ou algo do género.

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A ideia é aproveitar o melhor proveito/estímulo de cada exercício, espremendo-o ao máximo. Para depois o trocar quando já não tiver muito para te dar.

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E enquanto este exercício, que em tempos foi tão bom para ti, está fora da tua rotação de exercícios de posteriores da coxa.

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Não há problema! Pois:

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  1. Estás a aproveitar um estímulo diferente de um exercício diferente.
  2. Estás a ressensibilizar-te para aquele exercício tão bom, para que possas novamente colher os seus frutos a 200%.
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CONCLUSÃO: TREINO DE POSTERIORES DA COXA PARA HIPERTROFIA

Um bom treino de posteriores da coxa para hipertrofia é muito mais do que fazer apenas Leg Curls. Ou deadlifts à balda.

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Para construíres membros inferiores grandes, completos e invejáveis requer muito melhor planeamento do que tentar “aniquilar” os posteriores com 4 exercícios depois de esmagares os quadriceps.

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Requer uma gestão adequada do estímulo e recuperação para assegurar que os posteriores passam a maioria do tempo a crescer. E não a descansar ou a recuperar tecido degradado.

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Regra geral, queres treinar os posteriores pelo menos 2 vezes por semana, dividindo o teu volume ideal (com base na tua capacidade de recuperação) nesses treinos.

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A chave está em encontrar um volume que te permita progredir semanalmente e recuperar adequadamente entre treinos.

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Em termos de exercícios, inclui pelo menos 1 variação de Leg Curl e 1 variação de Hip Hinge para crescer os posteriores ao máximo.

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E ajusta mediante as tuas necessidades de estímulo e capacidades recuperação nesta tua busca incessante pelo máximo crescimento das pernas!

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Bons treinos e não te esqueças:

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REFERÊNCIAS – TREINO DE POSTERIORES DA COXA PARA HIPERTROFIA
  1. MacDougall, J. D., Gibala, M. J., Tarnopolsky, M. A., MacDonald, J. R., Interisano, S. A., & Yarasheski, K. E. (1995). The time course for elevated muscle protein synthesis following heavy resistance exercise. Canadian Journal of applied physiology, 20(4), 480-486.
  2. Pérez‐López, A., McKendry, J., Martin‐Rincon, M., Morales‐Alamo, D., Pérez‐Köhler, B., Valades, D., … & Breen, L. (2018). Skeletal muscle IL‐15/IL‐15Rα and myofibrillar protein synthesis after resistance exercise. Scandinavian journal of medicine & science in sports, 28(1), 116-125.
  3. Schoenfeld, B. J., Grgic, J., Ogborn, D., & Krieger, J. W. (2017). Strength and hypertrophy adaptations between low-vs. high-load resistance training: a systematic review and meta-analysis. The Journal of Strength & Conditioning Research, 31(12), 3508-3523.
  4. Mitchell, C. J., Churchward-Venne, T. A., West, D. W., Burd, N. A., Breen, L., Baker, S. K., & Phillips, S. M. (2012). Resistance exercise load does not determine training-mediated hypertrophic gains in young men. Journal of applied physiology, 113(1), 71-77.
  5. Morton, R. W., Oikawa, S. Y., Wavell, C. G., Mazara, N., McGlory, C., Quadrilatero, J., … & Phillips, S. M. (2016). Neither load nor systemic hormones determine resistance training-mediated hypertrophy or strength gains in resistance-trained young men. Journal of applied physiology, 121(1), 129-138.
  6. Burd, N. A., West, D. W., Staples, A. W., Atherton, P. J., Baker, J. M., Moore, D. R., … & Phillips, S. M. (2010). Low-load high volume resistance exercise stimulates muscle protein synthesis more than high-load low volume resistance exercise in young men. PloS one, 5(8), e12033.
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