Qual é o segredo do abdomen definido?


Qual é o segredo do abdomen definido?

Nos últimos anos, talvez a parte que mais tenha sido supervalorizada entre o sexo masculino e até mesmo recentemente pelo sexo feminino é o abdome. Enquanto na época da França antiga, com sua monarquia, o abdome relativamente saliente significava não só beleza, mas sinal de “fartura” e consequentemente poder, por exemplo, hoje, ter um físico assim significa totalmente o contrário.

Se formos falar de um grupamento muscular no qual dificilmente alguém reclamará por ter ou até mesmo admirar, esse é o abdome. Portanto, a barriguinha sarada de verão ou até mesmo o ano todo se tornou uma espécie de lei, principalmente aqui no Brasil. Lei essa que nunca sai de moda. Portanto, diante dessa moda, a busca pelo abdome perfeito é incontestavelmente frequente. Fator esse que faz muitos mitos e também muitas metodologias errôneas serem usadas e elaboradas, conferindo resultados frustrantes em alguns casos.

Primeiramente, ao falarmos do abdome como um todo, devemos entender que trata-se de um grupo muscular no qual não é difícil de ser recrutado e tampouco é um grupo muscular que necessita de trabalhos muito especiais. Em instância primária, o abdome é recrutado basicamente o tempo todo, não só na atividade física, mas para a maioria de nossas atividades. Ele confere estabilidade ao tronco, em conjunto com outros músculos, é claro, confere também auxílio nos processos respiratórios, sendo indispensável. Desta forma, já é possível prever que o excesso de recrutamento indiretamente já é presente, o que nos leva a começar a pensar em dar estímulos diferentes no treinamento. Mais do que isso, diria eu que para termos um abdome invejável há necessidade de alguns pontos chave: Genética, esforço, descanso, hipertrofia, baixo percentual de gordura e pouca retenção hídrica. Somente aliando esses fatores é que realmente conseguiremos obter um bom abdome.

Então, que tal brevemente falar sobre cada um deles?

1 – Genética

A genética é fundamental para um corpo como um todo. Porém, se tratando do abdome, ela vai além em seu grau de importância. Além do formato do abdome que influencia muito quando há uma aparência densa no abdome, ainda contamos com os fatores de tamanho e espessura dos gomos, número de gomos, formato dos gomos, separação… Enfim, uma série de fatores que infelizmente não podem ser modificados com quaisquer treinamentos (apenas melhorados, é claro). Infelizmente, um indivíduo que não possui uma genética privilegiada, jamais terá um abdome de ponta. Mas, não desanime! Sempre procure dar o seu máximo nos treinamentos e corrigir esses pontos da melhor maneira possível.

2 – Esforço físico e treinamento

Certamente esse é o ponto que demanda maior tempo de explicação para melhor entendimento.

O abdome é um grupo muscular diferenciado por seus tipos de fibras, por sua alta irrigação, e por suas características gerais como um todo.

Porém, apesar de todas as peculariedades, devemos ter em mente que ele também é um grupo muscular como qualquer outro. Na verdade, eu discordo do tema de que X ou Y músculo é diferente do restante. Para mim, todos os músculos são individuais e de acordo com cada indivíduo respondem de uma forma melhor ou pior frente a diferentes estímulos.

Quando falo de treinamentos de abdome com 8 ou 10 repetições, na maioria das vezes sou crucificado. Entretanto, ao que sempre tenho visto, esse tipo de estímulo tem sido muito válido e produtivo.


O abdômen necessita de treinos com carga e não somente treinos volumosos, o abdômen necessita de descanso, necessita de movimentos amplos e completos e necessita receber técnicas diferentes, porém não muito complexas. Experimente drop sets ou séries combinadas para essa região, utilizando o primeiro exercício com mais carga e menos repetições e o segundo, chegando a exaustão máxima.

3 – Descanso

Eu não sei quem foi que criou a teoria que abdome não cansa! Vejam bem: Além do trabalho que fazemos na musculação para o abdome, ele ainda é músculo sinergista dos outros exercícios, ou seja, indiretamente participa de quase, se não todos os movimentos da musculação conferindo estabilidade. Bons exemplos são no tríceps pulley, onde o abdome deve estar contraído, no agachamento livre, nas remadas e, claro, não poderíamos esquecer do levantamento Terra (que é um dos exercícios que mais recruta o abdômen). Além disso, o abdome ainda está presente em uso no nosso dia-a-dia, ajudando na estabilização do tronco, na mobilidade etc.

Como podemos bem ver, a todo instante o abdômen está sendo requisitado. Desta forma, as chances de uma exaustão são extremamente grandes e prováveis. Neste caso, faz-se mais do que necessário uma atenção extra para a frequência de treinamento de abdômen. Salvo sob condições específicas, treinar abdome de 1-3 vezes por semana já é mais do que suficiente. Lembre-se: O músculo cresce no descanso e não no exercício!

4 – Hipertrofia

Como você acha que os músculos conseguem ser aparentes? Simplesmente, os aumentando de tamanho e é claro, tendo um percentual de gordura condizente e que deixe aparecer a musculatura.

Com o abdômen não é nada diferente. Você até pode ter um percentual de gordura baixo e pele fina, mas, jamais terá um abdome visível se ele não tiver um tamanho considerável. Tamanho esse que é conseguido através da hipertrofia.

E é justamente por isso que insisto da importância de se trabalhar com cargas pesadas no treinamento abdominal! Pense nisso!

5 – Para ter músculos desenhados e aparentes, um percentual de gordura baixo é essencial. Inclusive, muitas pessoas que possuem medidas maiores que outras, costumam aparentar ser proporcionalmente menores quando há a falta de definição.

Falando especificamente do abdômen, é inquestionável que o percentual de gordura é essencial para uma boa aparência. Isso porque, nesta mesma região, há fácil acúmulo de gordura contraposto com uma dificuldade de saliência da musculatura. O resultado é que, acumulando gordura abdominal, você também mandará para o espaço seu esforço.

Duas coisas importantes para se lembrar ao falar especificamente da gordura abdominal são: Abdominais e exercícios abdominais NÃO diminuem ou melhoram o percentual de gordura, sendo esse bem mais influenciado pela dieta.

Em segundo plano, lembre-se dos fatores que mais contribuem para o aumento da gordura nessa região, como a utilização contínua de carboidratos de alto índice glicêmico, a utilização inadequada de carboidratos e consequentemente de liberação de insulina, a utilização exógena de insulina, propriamente dita, entre outras.

6 – Retenção hídrica

Aliado a um baixo percentual de gordura, normalmente está a baixa retenção hídrica, assim como vice-verso. Ter uma camada fina de água ou praticamente inexistente subcutânea também é fator fundamental não só para a aparência da musculatura, mas, principalmente para a divisão dos cortes da mesma.

Lembre-se que não é o sódio o principal responsável pela retenção hídrica, mas, a dieta como um todo. Por isso, não pense que retirando o sal, ou o sódio da dieta você conseguirá bons resultados. A glicose, por exemplo, pode se ligar com muito mais água do que o sódio, mostrando que, diversos outros fatores influenciam nessa retenção hídrica subcutânea.

Lembre-se de uma boa hidratação, ingestão de água e não abuse de condimentos, temperos prontos ou o próprio sal de cozinha.

Conclusão:

O abdômen pode ser conseguido de maneira gradual conforme for a evolução do indivíduo. Entretanto, é necessário que alguns padrões sejam observados com cuidado e deixem de ser um segredo e, consequentemente de poucos.

Este artigo foi escrito por: Marcelo Sendon


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